Paciente feminina, de 60 anos, assintomática, realizou ultrassonografia abdominal que identificou pólipo de 0,7 cm na vesícula biliar. Encontrava-se em tratamento para colangite esclerosante primária.
Pegadinha central: 0,7 cm são 7 mm; em algoritmos europeus de pólipo vesicular, PSC transforma uma lesão de 6 a 9 mm em indicação de colecistectomia.
Há divergência contemporânea: AASLD aceita vigilância semestral para pólipos de até 8 mm em PSC, enquanto outros consensos usam limiares mais intervencionistas.
Se a banca cobrar vigilância em PSC, preste atenção ao intervalo: acompanhamento semestral é diferente de ultrassom anual.
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Contexto
O pólipo mede 0,7 cm, isto é, 7 mm, e a paciente tem colangite esclerosante primária, condição associada a maior risco de neoplasia da vesícula biliar. O gabarito B segue o referencial da diretriz europeia conjunta ESGAR, EAES, EFISDS e ESGE de 2022 para pólipos da vesícula: pólipo de 6 a 9 mm associado a fator de risco de malignidade, incluindo colangite esclerosante primária, indica colecistectomia se a paciente for apta e aceitar o procedimento.
Existe uma divergência importante com recomendações específicas para colangite esclerosante primária. A AASLD Practice Guidance de 2022 admite vigilância com ultrassonografia a cada 6 meses para pólipos de até 8 mm e considera colecistectomia para pólipos maiores que 8 mm; a diretriz EASL de 2022 usa limiar de aproximadamente 8 mm e também valoriza crescimento da lesão. Portanto, a questão envelheceu em relação a algumas diretrizes atuais. Pelo comando da tarefa, o gabarito é mantido: entre as opções dadas, B permanece a resposta oficial. Mesmo no referencial que aceita vigilância para 7 mm, a alternativa A está inadequada porque propõe acompanhamento apenas anual, e não semestral.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. No referencial cobrado pela banca, PSC mais pólipo de 7 mm já leva à colecistectomia. Além disso, mesmo segundo a AASLD, que admite vigilância para pólipos de até 8 mm em PSC, o seguimento sugerido é com ultrassonografia a cada 6 meses, e não anual.
B) Correta (gabarito). É a conduta prevista pela diretriz europeia conjunta de pólipos da vesícula de 2022 para uma lesão de 6 a 9 mm associada a PSC. Na ausência de contraindicação, a via laparoscópica é a abordagem habitual. A divergência com AASLD e EASL deve ser conhecida, mas não altera o gabarito fixo desta questão.
C) Incorreta. Ecoendoscopia pode ajudar em casos selecionados quando a ultrassonografia é inconclusiva ou a morfologia é duvidosa, mas não é necessária para substituir uma conduta já definida no algoritmo seguido pela banca.
D) Incorreta. CEA e CA 19-9 não classificam adequadamente o risco de malignidade de um pólipo vesicular isolado nem substituem imagem e decisão cirúrgica. CA 19-9 pode integrar vigilância de neoplasias biliares em PSC, mas não resolve a conduta deste pólipo.