Criança nascida com 40 semanas de idade gestacional (parto vaginal, sem intercorrências no pré-natal ou no momento do parto), com peso ao nascimento de 3.500 g, encontrava-se sob cuidados no alojamento conjunto desde o nascimento. A imagem abaixo, ainda na Sala de Parto, ilustra o exame oral do neonato. No primeiro dia de vida, apresentou dificuldade no posicionamento para mamar e na pega ao seio materno, tendo a mãe recebido orientações da equipe médica e da enfermagem em relação à amamentação, com sucesso imediato. No momento da alta, com 48 horas de vida, a criança estava mamando bem, em aleitamento materno exclusivo, com diurese e evacuações presentes. Não havia registro de queixas maternas de dor ou trauma mamilar. O peso no momento da alta era de 3.300 g. A mãe questionou sobre o freio língual. Com base na avaliação, pode-se afirmar que se trata de ..........; a conduta indicada é .......... .

Pegadinha central: anquiloglossia anatômica não significa frenotomia obrigatória.
AAP 2024: trate a função; frenotomia é reservada a casos sintomáticos que persistem após suporte à lactação.
Perda de 200 g em 3.500 g corresponde a aproximadamente 5,7%, compatível com a perda ponderal fisiológica inicial.
A imagem mostra frênulo anterior visível, coerente com anquiloglossia anterior.
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Contexto
A imagem mostra um frênulo lingual anterior curto e visível, inserido na face ventral da língua e restringindo sua elevação, aspecto compatível com anquiloglossia anterior. O diagnóstico anatômico, porém, não determina sozinho a necessidade de frenotomia. A decisão deve se basear em função, principalmente transferência de leite, dor mamilar persistente e ganho ponderal.
O relatório clínico da American Academy of Pediatrics de 2024 define anquiloglossia sintomática como frênulo restritivo que causa dificuldade de amamentação apesar de suporte adequado à lactação. Lactentes que mamam normalmente não precisam de intervenção. Frenotomia preventiva para evitar futuros problemas de fala, deglutição ou apneia não é respaldada por evidência suficiente.
Neste recém-nascido, a dificuldade inicial de pega melhorou imediatamente após orientação, a mãe não apresenta dor ou trauma mamilar e o bebê está em aleitamento materno exclusivo. A perda de 200 g em relação aos 3.500 g do nascimento corresponde a cerca de 5,7%, valor compatível com perda fisiológica inicial. Portanto, há alteração anatômica, mas não repercussão funcional persistente que exija procedimento imediato.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A imagem não mostra um frênulo de inserção normal. Há frênulo anterior evidente, compatível com anquiloglossia.
B) Correta (gabarito). O achado é de anquiloglossia anterior, mas a amamentação tornou-se eficaz após correção de pega e posicionamento, sem dor mamilar e com evolução ponderal adequada. A conduta é acompanhamento clínico e da amamentação.
C) Incorreta. Frenotomia não deve ser indicada automaticamente apenas pela anatomia ou pela possibilidade de problemas futuros. O procedimento é considerado quando há limitação funcional significativa, sobretudo dificuldade persistente de amamentação apesar de suporte especializado.
D) Incorreta. A imagem é compatível com frênulo anterior visível, não com uma alteração apenas submucosa. Além disso, a indicação automática de frenotomia sem disfunção atual é inadequada.