Pegadinha: desaceleração variável recorrente sozinha pode ser categoria II; com variabilidade ausente, passa a categoria III.
Doppler: resistência sobe, fluxo diastólico cai, IP sobe.
Maior bolsão vertical costuma gerar menos intervenções que ILA sem piorar o desfecho perinatal.
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Contexto
A classificação de três categorias da cardiotocografia intraparto, padronizada pelo NICHD e adotada amplamente em obstetrícia, separa traçados normais, indeterminados e anormais. Categoria III inclui padrão sinusoidal ou variabilidade basal ausente associada a pelo menos um dos seguintes: desacelerações tardias recorrentes, desacelerações variáveis recorrentes ou bradicardia. Esse padrão se associa a maior probabilidade de alteração do equilíbrio ácido-base fetal.
Na categoria III, devem ser corrigidas causas reversíveis, como hipotensão materna, taquissistolia e compressão do cordão, enquanto se prepara resolução se o traçado não melhorar rapidamente. Não se interpreta uma desaceleração isoladamente: o elemento que transforma as desacelerações variáveis recorrentes em categoria III é a ausência de variabilidade basal.
Na avaliação do líquido amniótico, o maior bolsão vertical único é preferido em muitas estratégias de vigilância porque o índice de líquido amniótico identifica mais oligohidrâmnio e aumenta intervenções sem demonstrar melhora proporcional dos desfechos perinatais. No Doppler, maior resistência vascular reduz o componente diastólico e eleva índices de resistência, como o índice de pulsatilidade.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Variabilidade ausente associada a desacelerações variáveis recorrentes preenche critério de categoria III. O achado exige avaliação e medidas de ressuscitação intrauterina imediatas, com resolução rápida do parto se não houver reversão.
B) Incorreta. O perfil biofísico fetal não é proibido antes de 30 semanas. A prematuridade influencia alguns componentes, especialmente reatividade cardíaca e movimentos respiratórios, mas o exame pode ser utilizado em idades gestacionais menores quando há indicação clínica e o resultado é interpretado conforme a idade gestacional.
C) Incorreta. O índice de líquido amniótico tende a aumentar o diagnóstico de oligohidrâmnio e as intervenções obstétricas. O uso do maior bolsão vertical único reduz intervenções desnecessárias sem evidência de piora dos principais desfechos perinatais.
D) Incorreta. O raciocínio está invertido. Quanto maior a resistência periférica, menor tende a ser o fluxo diastólico e maior o índice de pulsatilidade. Em insuficiência placentária grave na artéria umbilical, a diástole pode tornar-se ausente ou reversa.