O nascimento de um recém-nascido (RN) com 37 semanas de idade gestacional ocorreu por via vaginal, sem necessidade de fórceps. A mãe tinha sorologia positiva para HIV, com carga viral indetectável coletada recentemente. O RN foi posicionado sobre o ventre materno e apresentou choro forte e tônus adequado.
Pegadinha central: carga viral materna indetectável não libera amamentação no protocolo brasileiro para HIV.
PCDT do Ministério da Saúde 2024: clampeamento imediato e banho assim que o RN estiver estável.
RN vigoroso não precisa de reanimação apenas porque houve exposição ao HIV.
Profilaxia neonatal e investigação virológica seguem a classificação de risco de transmissão vertical.
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Contexto
O PCDT do Ministério da Saúde para manejo da infecção pelo HIV em crianças e adolescentes, módulo sobre crianças expostas, publicado em 2024, mantém cuidados específicos imediatamente após o nascimento. Entre eles estão clampeamento imediato do cordão, sem ordenha, e banho ainda na sala de parto assim que o recém-nascido estiver estável, preferencialmente com água corrente, para remover sangue e secreções maternas.
O recém-nascido está vigoroso, com choro forte e bom tônus, portanto não precisa ser separado da mãe para reanimação. Entretanto, no protocolo brasileiro, o aleitamento materno por pessoa vivendo com HIV permanece contraindicado, mesmo em uso regular de TARV e com carga viral indetectável, porque a transmissão pelo leite não é considerada risco zero. Deve-se oferecer fórmula infantil conforme o fluxo do SUS e iniciar a profilaxia neonatal antirretroviral conforme a classificação de risco.
Há uma particularidade importante: diretrizes gerais de reanimação neonatal valorizam o clampeamento tardio em recém-nascidos estáveis, mas o protocolo brasileiro específico para exposição ao HIV mantém a orientação de clampeamento imediato como regra geral. A questão cobra essa recomendação específica.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O clampeamento imediato e o banho do recém-nascido assim que estiver estável correspondem aos cuidados imediatos previstos pelo protocolo brasileiro para criança exposta ao HIV.
B) Incorreta. O recém-nascido está vigoroso, com choro forte e tônus adequado. Não há indicação de levá-lo ao berço aquecido para manobras de reanimação apenas por ser exposto ao HIV.
C) Incorreta. Além de adotar clampeamento após 60 segundos, a alternativa recomenda amamentação. No Brasil, o aleitamento materno permanece contraindicado para mães vivendo com HIV, mesmo com carga viral indetectável.
D) Incorreta. Acerta ao contraindicar a amamentação, mas diverge do protocolo cobrado ao indicar clampeamento após 60 segundos em vez de imediato.