Convulsão febril e epilepsias na infância

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Questão 14
HCPA · 2024

Pré-escolar de 4 anos foi trazido à Emergência por ter apresentado crise convulsiva na vigência de febre, caracterizada pela família como tônico-clônica generalizada, com duração de cerca de 1 minuto. A criança foi diagnosticada com otite média aguda. O exame neurológico estava normal. Embora a pediatra de plantão tenha orientado os familiares sobre crises convulsivas febris, eles permaneciam preocupados, desejando saber sobre os riscos de novos eventos semelhantes.

Assinale a alternativa que contempla um fator associado à recorrência de crise febril.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A criança apresentou uma convulsão febril simples: idade entre 6 e 60 meses, crise tônico-clônica generalizada, duração muito curta, episódio único e exame neurológico normal. Após o primeiro episódio, cerca de um terço das crianças terá nova convulsão febril, e o risco não é determinado pela intensidade absoluta da febre, mas por características da criança e do primeiro evento.

Os fatores mais consistentemente associados à recorrência são idade mais baixa na primeira crise, história familiar de convulsão febril, menor temperatura no momento da crise e intervalo curto entre o início da febre e a convulsão. Em provas, a história familiar de convulsão febril é um dos marcadores mais clássicos.

É importante separar dois desfechos que a banca frequentemente mistura. Recorrência de convulsão febril e risco futuro de epilepsia não têm exatamente os mesmos preditores. História familiar de epilepsia, crise febril complexa e alterações do neurodesenvolvimento pesam mais quando a pergunta é epilepsia futura.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. O sentido é o oposto: primeira crise em idade mais precoce, especialmente antes de cerca de 18 meses, associa-se a maior chance de recorrência. Aos 4 anos, a criança já está mais próxima do limite superior da faixa típica de convulsão febril.

B) Incorreta. Temperatura muito alta não é o marcador clássico de recorrência. Crianças que convulsionam com temperatura relativamente mais baixa demonstram limiar convulsivo menor e tendem a apresentar maior risco de novo episódio.

C) Incorreta. História familiar de epilepsia é mais útil para estimar risco de epilepsia futura do que para reconhecer o fator clássico de recorrência da convulsão febril simples cobrado aqui.

D) Correta (gabarito). História familiar de convulsão febril é fator reconhecido de recorrência e é a única alternativa que corresponde diretamente a um preditor clássico de novos episódios febris convulsivos.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: recorrência de convulsão febril não é a mesma coisa que epilepsia futura. Leia qual desfecho a questão está perguntando.

  • Para recorrência, memorize: idade baixa, febre relativamente baixa, febre há pouco tempo e familiar com convulsão febril.

  • Crise generalizada, com cerca de 1 minuto e sem recorrência em 24 horas, é convulsão febril simples.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Convulsão febril e epilepsias na infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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