Paciente de 25 anos, G2P2, foi submetida a parto vaginal sem intercorrências há 2 semanas. Com índice de massa corporal de 45 kg/m2, apresentou hipertensão gestacional. Na consulta de revisão, manifestou desejo de receber orientação contraceptiva.
Pegadinha central: puerpério precoce + obesidade = evite estrogênio.
Implante e pílula só de progestagênio são opções seguras aos 14 dias.
Diretrizes atuais permitem DIU antes de 4 semanas em situações selecionadas, mas com maior risco de expulsão.
LAM exige amenorreia + menos de 6 meses + aleitamento exclusivo ou quase exclusivo.
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Contexto
Com 2 semanas de puerpério, o risco de tromboembolismo venoso ainda está acentuadamente elevado. IMC de 45 kg/m2 e antecedente hipertensivo gestacional aumentam ainda mais esse risco. Por isso, métodos combinados contendo estrogênio não são adequados nessa fase.
Os Critérios Médicos de Elegibilidade do CDC de 2024 consideram implante e pílulas apenas com progestagênio utilizáveis no puerpério precoce. Esses métodos não acrescentam o risco trombótico relacionado ao estrogênio.
Há uma divergência importante entre o gabarito e recomendações atuais. O U.S. MEC 2024 classifica inserção de DIU entre 10 minutos após a dequitação e menos de 4 semanas pós-parto como categoria 2: pode ser realizada, embora haja maior risco de expulsão. Assim, a alternativa C pode ser defensável em diretrizes modernas. O gabarito B deve ser mantido porque é inequivocamente seguro e provavelmente corresponde à referência usada pela prova.
Amenorreia lactacional só funciona como método quando três critérios coexistem: amenorreia, menos de 6 meses pós-parto e aleitamento exclusivo ou quase exclusivo. Mesmo assim, aconselhamento contraceptivo deve ser oferecido desde o puerpério.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Aos 14 dias pós-parto, contraceptivos combinados com estrogênio devem ser evitados devido ao alto risco tromboembólico, independentemente de amamentação.
B) Correta (gabarito). Implante e pílulas só de progestagênio são escolhas seguras no puerpério precoce e não acrescentam o risco trombótico dos métodos estrogênicos.
C) Incorreta. Pelo referencial da prova, a inserção imediata do DIU nessa janela não foi considerada a melhor opção. Contudo, o U.S. MEC 2024 permite inserção entre 10 minutos e menos de 4 semanas pós-parto como categoria 2, com aconselhamento sobre maior risco de expulsão.
D) Incorreta. Aleitamento não elimina automaticamente o risco de gravidez. O método da amenorreia lactacional exige todos os critérios específicos e não dispensa planejamento contraceptivo.