Primigesta de 40 anos, com 35 semanas de gestação, sem comorbidades e sem alterações gestacionais até o momento, apresentou, em consulta pré-natal de rotina no Posto de Saúde, medida de pressão arterial (PA) de 140/90 mmHg. Sem queixas, negou contrações e perdas líquidas vaginais. Informou haver boa movimentação fetal.
Pegadinha central: 140/90 já é o limiar; não precisa ser maior que 140/90.
Uma única medida exige confirmação, mas não deve ser ignorada.
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Contexto
Após 20 semanas, pressão arterial de 140/90 mmHg já atinge o limiar de hipertensão na gestação. A OMS, em atualização de 2025, mantém hipertensão como PA de pelo menos 140/90 mmHg no contexto da pré-eclâmpsia. O diagnóstico requer confirmação da elevação pressórica, mas uma medida nesse nível não deve ser interpretada como normal.
O passo seguinte é repetir a aferição com técnica adequada e investigar pré-eclâmpsia. A avaliação inclui sintomas de gravidade, proteinúria e função de órgãos-alvo, com hemograma/plaquetas, creatinina e enzimas hepáticas conforme protocolo, além de avaliação fetal.
A alternativa D deve ser entendida como encaminhamento para avaliação pronta em ambiente capaz de confirmar a pressão e excluir pré-eclâmpsia. Diretrizes atuais não determinam que toda gestante assintomática com uma única medida de 140/90 precise obrigatoriamente de internação hospitalar; se a rede dispõe de confirmação e investigação imediata ambulatorial, esse fluxo pode variar. Entre as opções oferecidas, porém, D é a única que não posterga a avaliação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O limiar usa maior ou igual a 140/90, não apenas valores acima disso. Portanto 140/90 não é tranquilizador.
B) Incorreta. Esperar uma semana apenas com medidas domiciliares posterga confirmação e rastreio de pré-eclâmpsia em uma gestante de 35 semanas.
C) Incorreta. Uma medida isolada de 140/90 ainda deve ser confirmada e investigada. Não se inicia automaticamente metildopa sem definir o distúrbio hipertensivo e avaliar gravidade.
D) Correta (gabarito). A prioridade é reavaliar a PA prontamente e rastrear pré-eclâmpsia, sem adiar a investigação por uma semana.