Paciente masculino, de 37 anos, veio à consulta na UBS por apresentar descamação no couro cabeludo de limites imprecisos, lesões descamativas na região do supercílio, na glabela, nos sulcos paranasais e mentoniano e nas regiões retroauriculares. Relatou que as lesões eram recorrentes e melhoravam no verão. Nunca fizera tratamento.
Pegadinha central: sobrancelha + sulco nasolabial + couro cabeludo = dermatite seborreica.
Malassezia explica o uso de cetoconazol.
Na face, evite corticoide potente.
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Contexto
Descamação recorrente em couro cabeludo, supercílios, glabela, sulcos paranasais e regiões retroauriculares é típica de dermatite seborreica. A doença resulta da interação entre sebo, resposta inflamatória e leveduras do gênero Malassezia.
O tratamento inicial é tópico. Cetoconazol 2% reduz a carga de Malassezia e é usado em creme na face e xampu no couro cabeludo.
Corticoides muito potentes na face aumentam risco de atrofia, telangiectasias e dermatite perioral. Terapia sistêmica fica para doença extensa ou refratária.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Cetoconazol em creme para face e xampu para couro cabeludo é estratégia adequada de primeira linha.
B) Incorreta. Itraconazol sistêmico pode ser considerado em casos resistentes, mas não é a escolha inicial habitual.
C) Incorreta. Isotretinoína pode ser usada em situações selecionadas e refratárias, não na apresentação comum.
D) Incorreta. Betametasona potente associada a ácido salicílico é excessiva para a face e aumenta efeitos adversos locais.