Pegadinha central: IEM não contraindica automaticamente fundoplicatura.
Antes da cirurgia antirrefluxo, confirme DRGE objetiva e faça manometria para excluir distúrbios motores maiores.
Barrett continua precisando de vigilância; cirurgia não é tratamento antineoplásico.
A questão foi anulada porque mais de uma alternativa pode ser criticada como incorreta pela redação atual.
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Contexto
Questão anulada. A cirurgia antirrefluxo é eficaz em pacientes selecionados com DRGE objetivamente demonstrada, mas as alternativas usam formulações que permitem mais de uma interpretação como incorreta. A Diretriz ACG de DRGE de 2022 recomenda cirurgia antirrefluxo como opção de tratamento de longo prazo para pacientes com evidência objetiva de refluxo, especialmente aqueles com esofagite grave Los Angeles C ou D, grandes hérnias hiatais ou sintomas persistentes e incômodos.
Isso significa que cirurgia não é reservada exclusivamente para falha absoluta de tratamento medicamentoso. Pacientes bem selecionados podem escolher tratamento cirúrgico por preferência, necessidade de controle duradouro ou características anatômicas específicas.
Na motilidade esofágica ineficaz, IEM, a ACG recomenda que a manometria inclua testes provocativos para avaliar reserva contrátil. O consenso multissocietário da SAGES não considera IEM uma contraindicação absoluta e permite fundoplicatura parcial em pacientes com motilidade normal ou alterada. Meta-análise de 2025 também não demonstrou aumento significativo de disfagia pós-operatória apenas pela presença de IEM.
Barrett exige vigilância endoscópica conforme extensão e presença de displasia. A cirurgia pode controlar refluxo, mas não deve ser indicada como estratégia antineoplásica para eliminar o risco de adenocarcinoma.
A anulação é compreensível porque a alternativa D contém uma afirmação claramente excessiva sobre IEM, enquanto a alternativa A também usa o termo apenas de forma excessivamente restritiva para indicar cirurgia. Assim, a prova deixa de ter uma única assertiva inequivocamente incorreta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Como candidata a uma única assertiva incorreta, ela é problemática porque restringe a cirurgia a refratariedade ou complicações. A cirurgia pode ser oferecida a outros pacientes com DRGE objetiva e perfil adequado, inclusive por preferência compartilhada e grandes hérnias hiatais.
B) Incorreta. Não é uma boa candidata a assertiva incorreta, pois a fundoplicatura laparoscópica é abordagem estabelecida e geralmente oferece recuperação mais rápida e menor morbidade de parede do que a cirurgia aberta. A questão anulada não permite transformá-la em resposta oficial.
C) Incorreta. Também não funciona como única resposta incorreta: a decisão cirúrgica realmente exige avaliação cuidadosa. A ressalva é que Barrett não é indicação automática de cirurgia e sua vigilância endoscópica continua necessária mesmo após controle cirúrgico do refluxo.
D) Incorreta. A afirmação de que IEM impede fundoplicatura é excessiva. Motilidade ineficaz não é contraindicação absoluta; deve-se avaliar reserva contrátil e individualizar fundoplicatura total ou parcial. Esse item seria um forte candidato à resposta pretendida, mas a ambiguidade das demais justificou a anulação.