Todas as alternativas abaixo contemplam opções de tratamento da hipertensão intracraniana relacionada a traumatismo cranioencefálico, exceto uma.
Pegadinha central: não reduza a pressão intracraniana às custas de hipotensão sistêmica.
Hiperventilação é ponte temporária, não tratamento prolongado de rotina.
Barbitúrico exige vigilância de pressão arterial porque pode derrubar a perfusão cerebral.
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Contexto
Na hipertensão intracraniana após traumatismo cranioencefálico grave, o objetivo é reduzir a pressão intracraniana sem comprometer a pressão de perfusão cerebral. Como a pressão de perfusão cerebral corresponde aproximadamente à pressão arterial média menos a pressão intracraniana, provocar hipotensão pode reduzir criticamente o fluxo cerebral e agravar a lesão secundária.
As diretrizes da Brain Trauma Foundation recomendam evitar hipotensão e preservar perfusão adequada. Para hipertensão intracraniana refratária, podem ser utilizados tratamentos escalonados, incluindo terapia hiperosmolar, sedação, barbitúricos em casos selecionados e craniectomia descompressiva. A hiperventilação reduz temporariamente a pressão intracraniana por vasoconstrição cerebral, mas deve ser reservada como medida de resgate, por exemplo diante de herniação iminente.
A alternativa usa o termo craniotomia descompressiva, mas o procedimento empregado para descompressão sustentada é tecnicamente a craniectomia descompressiva, na qual o retalho ósseo não é recolocado ao final do procedimento.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). É a exceção. Hipotensão não trata hipertensão intracraniana e deve ser evitada porque reduz a pressão de perfusão cerebral e aumenta o risco de isquemia secundária.
B) Incorreta. Coma barbitúrico pode ser empregado em hipertensão intracraniana refratária após medidas convencionais, desde que haja monitorização hemodinâmica rigorosa devido ao risco de hipotensão.
C) Incorreta. Hiperventilação pode reduzir rapidamente a pressão intracraniana pela queda da PaCO2 e vasoconstrição cerebral. Não é estratégia prolongada de rotina, mas permanece opção temporária de resgate.
D) Incorreta. A descompressão cirúrgica pode ser considerada em hipertensão intracraniana refratária. O termo mais preciso é craniectomia descompressiva.