Gestante de 28 anos, G3P2, com 38 semanas de gestação, procurou atendimento no hospital de sua cidade por contrações uterinas dolorosas e regulares nas 2 últimas horas. Ao exame obstétrico, os batimentos cardiofetais estavam normais, a dinâmica uterina era de 5 contrações/10 minutos com “puxos”; ao toque, havia 10 cm de dilatação, com a cabeça fetal no plano +3 de De Lee e a sutura lambdoide em posição subpúbica.
Pegadinha central: cabeça saiu e ombro não vem com tração axial suave = distocia de ombro.
Primeiras manobras clássicas: McRoberts e pressão suprapúbica.
Segundo período começa em 10 cm e termina com o nascimento.
Prevenção de HPP: ocitocina 10 UI IM ou IV, não 20 UI divididas em duas nádegas.
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Contexto
A gestante está no segundo período do trabalho de parto, pois apresenta dilatação completa de 10 cm, puxos e apresentação cefálica no plano +3 de De Lee. O primeiro período termina com a dilatação completa; o segundo vai da dilatação completa ao nascimento.
A sutura lambdoide em posição subpúbica indica que a região occipital está voltada anteriormente, não uma variedade posterior. Episiotomia não deve ser realizada de rotina, e sondagem vesical também não é obrigatória apenas por esse achado.
Após o desprendimento da cabeça, realiza-se tração axial suave para auxiliar o desprendimento dos ombros. Se o ombro anterior não se libera com essa tração habitual, deve-se reconhecer imediatamente distocia de ombro e iniciar as manobras específicas, como McRoberts e pressão suprapúbica.
Quanto ao terceiro período, as diretrizes consolidadas da OMS de 2025 recomendam ocitocina 10 UI IM ou IV para prevenção da hemorragia pós-parto. Não se administram 10 UI em cada nádega. Tração controlada do cordão pode fazer parte do manejo, mas massagem uterina contínua de rotina não é necessária quando a ocitocina profilática foi administrada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Dilatação completa e puxos definem o segundo período, não o primeiro. Além disso, não se deve puxar a cabeça fetal por rotação manual de rotina.
B) Incorreta. A descrição não define variedade posterior e não justifica episiotomia ou sondagem vesical rotineiras. Episiotomia é seletiva.
C) Correta (gabarito). Após o nascimento da cabeça, falha da tração axial suave em liberar o ombro anterior caracteriza distocia de ombro e exige início imediato das manobras específicas.
D) Incorreta. O manejo ativo reduz hemorragia, mas a dose está errada: a OMS recomenda oxitocina 10 UI IM ou IV, e não 10 UI em cada nádega. A massagem uterina contínua concomitante também não é componente obrigatório após profilaxia uterotônica adequada.