Síndromes hipertensivas da gestação

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 23
HCPA · 2025

Primigesta com 30 semanas de gestação, sem histórico de epilepsia, veio à UPA queixando-se de cefaleia e visão turva. À avaliação inicial, a pressão arterial era de 160/110 mmHg. Enquanto a enfermeira chamava o médico, a paciente teve uma convulsão tônico-clônica. Imediatamente recebeu 4,0 g de sulfato de magnésio intravenoso para tratamento de eclâmpsia, e o quadro foi estabilizado. Após 15 minutos, novo episódio convulsivo ocorreu.

Em situações como essa, a conduta mais adequada para reduzir a chance de novas convulsões é administrar, por via intravenosa,
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A paciente tem eclâmpsia: convulsão tônico-clônica em gestante com hipertensão grave e sintomas neurológicos compatíveis com pré-eclâmpsia. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para tratar e prevenir recorrência de crises eclâmpticas.

Após a dose de ataque de 4 g intravenosos, uma nova convulsão 15 minutos depois não indica troca imediata para benzodiazepínico, fenitoína ou fenobarbital. Recomendações obstétricas da Organização Mundial da Saúde orientam dose adicional de 2 g de sulfato de magnésio intravenoso administrada lentamente quando a convulsão recorre.

Paralelamente, devem ser garantidas via aérea, oxigenação, proteção contra trauma, controle da hipertensão grave e avaliação materno-fetal. Após estabilização materna, a eclâmpsia é indicação de resolução da gestação, mas a via de parto depende das condições obstétricas e não é automaticamente cesariana.

Antes de doses adicionais ou durante manutenção, é necessário vigiar sinais de toxicidade pelo magnésio, especialmente frequência respiratória, reflexos patelares e diurese. O antídoto para toxicidade grave é gluconato de cálcio intravenoso.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Diazepam pode ser usado em convulsão refratária ou quando magnésio está indisponível ou contraindicado, mas não é a primeira medida diante de recorrência eclâmptica após uma dose de ataque.

B) Incorreta. Fenitoína não supera o sulfato de magnésio na prevenção de recorrência da eclâmpsia e não é o reforço inicial recomendado nessa situação.

C) Correta (gabarito). Recorrência convulsiva após a dose de ataque deve ser tratada com dose adicional de 2 g de sulfato de magnésio IV, seguida de manutenção e vigilância de toxicidade.

D) Incorreta. Fenobarbital não é o anticonvulsivante de primeira escolha para eclâmpsia. Seu uso ficaria restrito a situações excepcionais ou refratárias.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: eclâmpsia que convulsiona de novo após ataque = mais magnésio, 2 g IV.

  • Magnésio é superior a diazepam e fenitoína para prevenir recorrência eclâmptica.

  • Vigie reflexos, respiração e diurese durante o tratamento.

  • Toxicidade por magnésio grave: gluconato de cálcio é o antídoto.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Síndromes hipertensivas da gestação” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →