Pegadinha central: disfibrinogenemia pode sangrar e também trombosar.
Fator V Leiden, proteína C e proteína S lembram principalmente tromboembolismo venoso.
Disfibrinogenemia pode produzir eventos arteriais e venosos.
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Contexto
Disfibrinogenemia congênita é um distúrbio qualitativo do fibrinogênio causado por variantes que alteram a função da molécula. O fenótipo é heterogêneo: muitos pacientes são assintomáticos, enquanto outros apresentam sangramento, trombose ou ambos.
A trombose pode ocorrer tanto no território venoso quanto arterial. Alterações na polimerização da fibrina, estrutura do coágulo e fibrinólise ajudam a explicar esse aparente paradoxo trombótico.
A disfibrinogenemia também pode causar hemorragia, portanto não deve ser entendida simplesmente como uma trombofilia isolada. O diagnóstico costuma mostrar discrepância entre atividade funcional reduzida do fibrinogênio e concentração antigênica relativamente preservada, com confirmação genética em casos apropriados.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Fator V de Leiden provoca resistência à proteína C ativada e está classicamente relacionado a trombose venosa, especialmente TVP e embolia pulmonar.
B) Incorreta. Deficiência de proteína S reduz anticoagulação fisiológica e se associa predominantemente a tromboembolismo venoso.
C) Correta (gabarito). Variantes de fibrinogênio disfuncional podem predispor tanto a trombose venosa quanto arterial, além de eventualmente produzirem sangramento.
D) Incorreta. Deficiência de proteína C é trombofilia hereditária predominantemente venosa; formas graves podem produzir púrpura fulminante neonatal.