Paciente masculino, de 50 anos, consultou por desconforto e aumento de volume na região inguinal direita, que piorava durante o exercício. O exame físico confirmou a presença de uma hérnia inguinal redutível. O paciente realizava atividade física regularmente e não apresentava comorbidades relevantes.
Pegadinha central: sintomática opera; assintomática pode observar em homens selecionados.
HerniaSurge 2023 favorece TEP/TAPP quando expertise está disponível, sobretudo pelo perfil de dor e recuperação.
Lichtenstein continua técnica válida; a escolha não é universal.
Shouldice é a principal referência quando se opta por reparo sem tela.
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Contexto
A hérnia inguinal é sintomática: há desconforto e aumento de volume que pioram com exercício. Isso diferencia o caso do homem assintomático ou minimamente sintomático, em quem a vigilância pode ser discutida. Hérnia sintomática geralmente deve ser reparada de forma eletiva.
A atualização internacional HerniaSurge de 2023 reforça o uso de reparo com tela e reconhece vantagens das técnicas laparoendoscópicas, TEP ou TAPP, quando há cirurgião experiente. Para hérnias primárias unilaterais em homens, a abordagem laparoendoscópica pode oferecer menor risco de dor crônica e recuperação mais rápida em comparação com Lichtenstein, mantendo taxas de recorrência semelhantes em mãos treinadas.
A escolha real deve considerar anatomia da hérnia, preferência do paciente, experiência do cirurgião, disponibilidade de anestesia e histórico de cirurgias pélvicas. Lichtenstein continua sendo uma opção correta e segura; o gabarito privilegia a via laparoscópica pelo perfil do paciente jovem, ativo e apto ao procedimento.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Conduta expectante é aceitável para alguns homens assintomáticos ou com sintomas mínimos, mas o paciente apresenta desconforto desencadeado por atividade física e, portanto, já tem indicação razoável de reparo eletivo.
B) Correta (gabarito). Em paciente ativo, sem comorbidades importantes e com hérnia sintomática, TEP ou TAPP é excelente opção, especialmente quando realizada por equipe experiente, por associar recuperação rápida e menor risco de dor inguinal crônica.
C) Incorreta. Shouldice é uma técnica sem tela de alta qualidade quando bem executada, mas não é a opção preferencial de rotina em um adulto candidato a reparo com tela e abordagem minimamente invasiva.
D) Incorreta. Lichtenstein é uma técnica válida e não seria uma conduta inadequada em termos absolutos. Entretanto, entre as opções, a prova privilegia o reparo laparoscópico pelo menor risco de dor crônica e retorno funcional mais rápido no paciente ativo.