Dopplervelocimetria e bem-estar fetal

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Questão 7
HCPA · 2025

Primigesta de 24 anos, com 30 semanas de gestação, sem comorbidades, apresentou medida da altura uterina de 25 cm na consulta de pré-natal.

Qual dos seguintes conjuntos de achados da ultrassonografia obstétrica constitui a melhor ferramenta para identificar restrição de crescimento fetal com alto potencial para defeitos adversos perinatais?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Restrição de crescimento fetal é definida pela SMFM como peso fetal estimado ou circunferência abdominal abaixo do percentil 10. O peso isolado identifica um feto pequeno, mas a Dopplervelocimetria da artéria umbilical é o principal marcador para reconhecer insuficiência placentária e estratificar risco na RCF precoce.

A ausência de fluxo diastólico final na artéria umbilical indica resistência placentária muito aumentada. A SMFM Consult Series 52 recomenda vigilância Doppler mais frequente quando há fluxo diastólico ausente, devido ao risco de progressão para fluxo reverso e maior morbimortalidade perinatal.

A artéria cerebral média sofre vasodilatação no mecanismo de centralização, reduzindo seu índice de pulsatilidade. A relação cérebro-placentária preocupante também é baixa, geralmente abaixo do percentil 5, e não elevada.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. PFE no percentil 4 sugere RCF, mas Doppler normal não fornece o marcador de insuficiência placentária grave pedido pela questão. Fêmur baixo isoladamente não substitui Doppler.

B) Incorreta. Na centralização, a resistência cerebral cai. Índice de pulsatilidade da cerebral média no percentil 80 não demonstra redistribuição cerebral.

C) Correta (gabarito). PFE baixo associado a fluxo diastólico ausente na artéria umbilical identifica RCF com insuficiência placentária importante e elevado risco perinatal.

D) Incorreta. Relação cérebro-placentária maior que o percentil 5 não caracteriza centralização. O achado de risco é relação reduzida.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: feto pequeno não é sinônimo de feto em sofrimento; o Doppler da umbilical estratifica insuficiência placentária.

  • Fluxo diastólico ausente é marcador de gravidade.

  • Centralização cerebral reduz o índice de pulsatilidade da cerebral média e a relação cérebro-placentária.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Dopplervelocimetria e bem-estar fetal” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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