Primigesta de 24 anos, com 30 semanas de gestação, sem comorbidades, apresentou medida da altura uterina de 25 cm na consulta de pré-natal.
Pegadinha central: feto pequeno não é sinônimo de feto em sofrimento; o Doppler da umbilical estratifica insuficiência placentária.
Fluxo diastólico ausente é marcador de gravidade.
Centralização cerebral reduz o índice de pulsatilidade da cerebral média e a relação cérebro-placentária.
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Contexto
Restrição de crescimento fetal é definida pela SMFM como peso fetal estimado ou circunferência abdominal abaixo do percentil 10. O peso isolado identifica um feto pequeno, mas a Dopplervelocimetria da artéria umbilical é o principal marcador para reconhecer insuficiência placentária e estratificar risco na RCF precoce.
A ausência de fluxo diastólico final na artéria umbilical indica resistência placentária muito aumentada. A SMFM Consult Series 52 recomenda vigilância Doppler mais frequente quando há fluxo diastólico ausente, devido ao risco de progressão para fluxo reverso e maior morbimortalidade perinatal.
A artéria cerebral média sofre vasodilatação no mecanismo de centralização, reduzindo seu índice de pulsatilidade. A relação cérebro-placentária preocupante também é baixa, geralmente abaixo do percentil 5, e não elevada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. PFE no percentil 4 sugere RCF, mas Doppler normal não fornece o marcador de insuficiência placentária grave pedido pela questão. Fêmur baixo isoladamente não substitui Doppler.
B) Incorreta. Na centralização, a resistência cerebral cai. Índice de pulsatilidade da cerebral média no percentil 80 não demonstra redistribuição cerebral.
C) Correta (gabarito). PFE baixo associado a fluxo diastólico ausente na artéria umbilical identifica RCF com insuficiência placentária importante e elevado risco perinatal.
D) Incorreta. Relação cérebro-placentária maior que o percentil 5 não caracteriza centralização. O achado de risco é relação reduzida.