Em um estudo prospectivo avaliando eventos adversos de um novo medicamento, 15 dos participantes da pesquisa que receberam o medicamento apresentaram epigastralgia e 45 dos que receberam o medicamento não apresentaram tal sintoma. Dos 80 participantes que não tomaram o novo medicamento, apenas 2 apresentaram epigastralgia.
Pegadinha central: 15/60 é risco do exposto, não risco relativo.
RR = risco nos expostos dividido pelo risco nos não expostos.
OR usa produtos cruzados: ad/bc.
Quando o evento não é raro, OR pode parecer muito mais intensa que o RR.
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Contexto
Em uma coorte, o risco relativo compara a incidência do desfecho entre expostos e não expostos. Primeiro é preciso reconstruir a tabela 2 por 2.
O risco no grupo exposto é 15/60 = 0,25 ou 25%. No controle, o risco é 2/80 = 0,025 ou 2,5%. Logo, RR = 0,25/0,025 = 10. Os participantes que receberam o medicamento tiveram dez vezes o risco de epigastralgia observado nos controles.
A razão de chances é outra medida. OR = (15 x 78)/(45 x 2) = 13. Quando o desfecho é relativamente frequente no grupo exposto, como 25%, a OR tende a afastar-se mais de 1 do que o RR e não deve ser interpretada como se fosse risco relativo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A odds ratio não é 25. Pela tabela, OR = (15 x 78)/(45 x 2) = 13.
B) Correta (gabarito). O risco de epigastralgia é 25% com o medicamento e 2,5% sem ele; dividindo os riscos, obtém-se RR = 10.
C) Incorreta. No grupo controle ocorreram 2 eventos em 80 participantes, portanto o risco absoluto é 2,5%, não 25%.
D) Incorreta. A fração 15/60 calcula o risco absoluto no grupo exposto. O risco relativo exige dividir esse valor pelo risco do grupo controle.