Reanimação neonatal

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 2
HCPA · 2025

Gestante com 39 semanas de gestação procurou a Emergência Obstétrica por não estar sentindo o feto mexer-se naquele dia. Com a confirmação da diminuição dos batimentos fetais ao Doppler, foi realizada cesariana. O recém-nascido, sem malformações aparentes, apresentou cianose e flacidez e não chorou. Após o clampeamento imediato do cordão, foi levado ao berço de reanimação, secado, estimulado e avaliado, tendo sido constatada ausência dos batimentos cardíacos. O neonato não respondeu às manobras de reanimação avançada, seguindo com ausência de frequência cardíaca até o décimo minuto após o nascimento.

Diante do quadro, qual a conduta mais adequada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O recém-nascido permanece em assistolia apesar de reanimação neonatal avançada completa e efetiva. As Diretrizes AHA/AAP de Reanimação Neonatal de 2025 recomendam que, se todos os passos de reanimação foram executados adequadamente e não há frequência cardíaca detectável após 20 minutos, seja discutido o redirecionamento dos cuidados.

Esse marco não significa que toda reanimação deva ser automaticamente interrompida exatamente aos 20 minutos. A decisão deve considerar se ventilação efetiva foi realmente estabelecida, qualidade das compressões, administração adequada de epinefrina, causas reversíveis, idade gestacional, malformações, circunstâncias do parto e valores da família.

O dado mais importante da questão é que aos 10 minutos o recém-nascido ainda está sem frequência cardíaca. Pelas recomendações atuais, dez minutos não é o marco habitual para encerrar automaticamente a reanimação. A equipe deve continuar as manobras e reavaliar até aproximadamente 20 minutos, desde que o protocolo esteja sendo realizado corretamente.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Interromper obrigatoriamente no décimo minuto é precoce em relação às recomendações atuais. A ausência de frequência cardíaca nesse momento exige verificar a efetividade de toda a reanimação e prosseguir.

B) Incorreta. Quinze minutos também não é o marco recomendado pelas Diretrizes AHA/AAP de 2025 para discutir redirecionamento de cuidados em assistolia persistente.

C) Correta (gabarito). Persistindo ausência de frequência cardíaca após aproximadamente 20 minutos de reanimação completa e efetiva, pode-se considerar a interrupção das manobras e comunicar o desfecho à família. A ressalva atual é que a decisão deve ser individualizada e discutida pela equipe, não automática apenas pelo cronômetro.

D) Incorreta. Não existe recomendação de prolongar obrigatoriamente toda assistolia neonatal até 30 minutos. A decisão também não depende simplesmente de uma autorização familiar após esse tempo, embora a comunicação e a participação da família sejam fundamentais.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: o marco atual é cerca de 20 minutos sem frequência cardíaca apesar de reanimação efetiva.

  • Antes de discutir interrupção, confirme que ventilação, compressões, acesso e epinefrina foram realmente adequados.

  • As Diretrizes AHA/AAP 2025 falam em discutir redirecionamento dos cuidados, não em suspensão automática exatamente aos 20 minutos.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Reanimação neonatal” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →