Colelitíase, colecistite e colangite

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Questão 49
HCPA · 2026
Que conduta, dentre as abaixo, é a mais adequada para um paciente de 80 anos com colecistite aguda moderada a grave, após drenagem percutânea da vesícula biliar?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A colecistostomia percutânea é utilizada como controle temporário do foco em pacientes com colecistite aguda e risco operatório proibitivo ou muito elevado naquele momento. Ela descomprime a vesícula e permite controlar infecção e resposta inflamatória, mas não elimina cálculos nem necessariamente resolve o risco de novos eventos biliares.

O Consenso Internacional Delphi de 2024 envolvendo E-AHPBA, ANS e WSES sobre manejo da colecistostomia percutânea reforça que, quando o paciente melhora e se torna candidato a cirurgia, a colecistectomia de intervalo deve ser planejada. O consenso favorece uma janela aproximada de 6 a 8 semanas após a drenagem, permitindo resolução do processo inflamatório e otimização clínica.

A idade de 80 anos, isoladamente, não contraindica colecistectomia. O que importa é risco fisiológico, fragilidade, comorbidades, desempenho funcional e possibilidade de otimização. Manter indefinidamente apenas tratamento clínico em um paciente que se torna operável o deixa exposto a recorrência de colecistite e outros eventos biliares.

A alternativa chama a cirurgia de precoce, mas a janela de 6 a 8 semanas é tecnicamente uma colecistectomia de intervalo, e é esse tempo que determina o acerto do item.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Idade avançada não é contraindicação cirúrgica absoluta. Após melhora e reavaliação, muitos idosos podem receber tratamento definitivo com colecistectomia.

B) Incorreta. Esperar nova crise significa aceitar risco evitável de recorrência. Se o paciente tornou-se candidato cirúrgico, a estratégia preferida é programar a colecistectomia, e não aguardar sintomas retornarem.

C) Correta (gabarito). Após controle da fase aguda por colecistostomia percutânea e recuperação clínica, deve-se planejar colecistectomia definitiva. O consenso internacional de 2024 favorece o intervalo de aproximadamente 6 a 8 semanas.

D) Incorreta. Não existe benefício estabelecido em postergar rotineiramente por pelo menos 6 meses. Um atraso tão longo amplia a janela de exposição a nova colecistite, cólica biliar e outras complicações.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: colecistostomia é muitas vezes uma ponte para cirurgia, não o tratamento definitivo de todo paciente idoso.

  • Se o risco melhora, pense em colecistectomia de intervalo por volta de 6 a 8 semanas.

  • Idade cronológica sozinha não define inoperabilidade; fragilidade e risco fisiológico pesam mais.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Colelitíase, colecistite e colangite” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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