Pegadinha central: retração intercostal não significa intubação automática, mas indica trabalho respiratório alto e risco de fadiga.
Decisão de intubar combina quatro perguntas: protege via aérea, oxigena, ventila e consegue sustentar o esforço?
Taquipneia isolada é menos específica; exaustão, alteração de consciência e hipoxemia refratária são sinais de gravidade maior.
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Contexto
Na insuficiência respiratória aguda, a decisão de intubar não depende de um único número, mas da capacidade do paciente de oxigenar, ventilar, proteger a via aérea e sustentar o trabalho respiratório. Entre as opções apresentadas, retração intercostal é o sinal que mais sugere aumento importante da carga ventilatória e possível progressão para fadiga muscular.
As retrações aparecem quando a pressão intratorácica negativa necessária para inspirar se torna muito intensa. Isso significa que o paciente está recrutando musculatura acessória para vencer resistência aumentada das vias aéreas, redução da complacência pulmonar ou ambas. Se esse esforço persistir, pode ocorrer exaustão, queda do volume corrente, hipercapnia, alteração do nível de consciência e parada respiratória.
Na prática, sinais ainda mais fortes para intubação incluem incapacidade de proteger a via aérea, rebaixamento progressivo da consciência, hipoxemia refratária, acidose respiratória progressiva, exaustão, respiração paradoxal e instabilidade hemodinâmica. Assim, retração não é indicação automática de intubação, mas entre as alternativas é o achado que exige avaliação imediata da via aérea e do risco de falência respiratória.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Retração intercostal demonstra aumento relevante do esforço inspiratório e pode preceder fadiga ventilatória. Deve motivar avaliação imediata da oxigenação, ventilação, nível de consciência e necessidade de suporte avançado de via aérea.
B) Incorreta. Taquipneia é comum na insuficiência respiratória, mas pode ocorrer como resposta compensatória ainda eficaz. A frequência respiratória deve ser interpretada junto ao padrão respiratório, gasometria, oxigenação e sinais de fadiga.
C) Incorreta. Sibilos indicam estreitamento de vias aéreas inferiores, como em asma ou DPOC, mas sua presença isolada não significa que o paciente precise de intubação. O chamado tórax silencioso em paciente exausto pode ser sinal muito mais grave.
D) Incorreta. Hipocratismo digital se desenvolve ao longo do tempo e aponta para doença crônica subjacente. Não é marcador de deterioração respiratória aguda.