Pesquisadores planejaram avaliar a associação entre duração de viagens aéreas superiores a 8 horas e trombose venosa profunda (TVP). Definiram que um estudo de casos e controles seria apropriado devido à raridade do desfecho. Contudo, para avaliar melhor temporalidade e gradiente biológico, outro grupo sugeriu realizar um estudo de coorte prospectivamente planejado.
Pegadinha central: coorte mede incidência diretamente.
Coorte: parte da exposição e vai para o desfecho; caso-controle: parte do desfecho e procura exposição passada.
Desfecho raro favorece caso-controle em eficiência, não coorte.
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Contexto
No estudo de coorte, os participantes são classificados de acordo com a exposição e acompanhados para verificar quem desenvolve o desfecho. Como o pesquisador acompanha pessoas inicialmente sem TVP ao longo do tempo, consegue contar diretamente os casos novos entre expostos e não expostos.
Essa característica permite calcular incidência, risco absoluto e risco relativo. Em uma coorte prospectiva sobre viagens aéreas prolongadas, seria possível comparar diretamente a incidência de TVP entre quem realizou voos superiores a 8 horas e quem não apresentou essa exposição.
A coorte também estabelece temporalidade de forma mais clara porque a exposição é documentada antes do aparecimento do desfecho. Em contrapartida, para uma doença rara como TVP em viajantes, pode exigir amostra grande, seguimento prolongado e maior custo.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O acompanhamento de expostos e não expostos permite contar diretamente novos casos de TVP e calcular a incidência em cada grupo, além do risco relativo.
B) Incorreta. Coortes prospectivas geralmente exigem mais tempo, participantes e recursos do que estudos de casos e controles, sobretudo quando o desfecho é incomum.
C) Incorreta. Para desfechos raros, o caso-controle costuma ser mais eficiente porque seleciona diretamente indivíduos que já apresentaram o evento.
D) Incorreta. Nenhum estudo observacional garante ausência de viés. Coortes também podem sofrer seleção, perdas de seguimento, confundimento e erros de classificação da exposição.