Pegadinha central: teleconsulta aumenta acesso, mas não substitui exame físico completo nem atendimento presencial quando há risco.
CFM 2.314/2022: o médico deve converter para presencial quando entender necessário para segurança e qualidade.
Triagem, seguimento selecionado, menor deslocamento e distanciamento físico são usos fortes da modalidade remota.
Questão anulada: nenhuma alternativa reúne somente vantagens inequívocas.
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Contexto
Questão anulada. A teleconsulta pode trazer vantagens reais, mas nenhuma alternativa reúne apenas benefícios inequívocos da modalidade remota. A Resolução CFM nº 2.314/2022, ainda referência para telemedicina, define a teleconsulta como consulta não presencial mediada por tecnologias digitais e afirma que a consulta presencial permanece o padrão de referência, porque a avaliação remota possui limitações próprias.
Entre benefícios típicos da consulta remota estão redução de deslocamentos, maior acessibilidade, possibilidade de triagem e monitoramento, flexibilidade de agendamento e utilidade quando existe necessidade de distanciamento físico. Também pode haver redução de emissões relacionadas ao transporte.
A própria resolução determina que o médico informe as limitações inerentes à teleconsulta pela impossibilidade de realizar exame físico completo e indique avaliação presencial sempre que houver risco ou necessidade clínica. Portanto, a modalidade remota não amplia as possibilidades de exame físico direto e não é, por definição, melhor para situações de emergência ou alto risco.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Eliminar deslocamento pode ser uma vantagem, mas teleconsulta não amplia o exame físico direto. Também não se pode afirmar genericamente que reduz o tempo de consulta ou o risco de iatrogenia.
B) Incorreta. Evitar deslocamento, facilitar distanciamento e melhorar acessibilidade são benefícios possíveis, mas comunicação de más notícias não é uma vantagem intrínseca da consulta remota e frequentemente exige avaliação individual sobre privacidade, suporte e adequação do meio.
C) Incorreta. Redução de deslocamento e pegada de carbono, maior acesso e flexibilidade de agenda podem ocorrer, mas situações de risco não constituem vantagem própria da teleconsulta. Pacientes instáveis ou com necessidade de exame físico urgente devem ser encaminhados ao atendimento presencial.
D) Incorreta. Teleconsulta pode ser útil em triagem e isolamento, porém não possibilita avaliação física direta da maioria dos órgãos e sistemas com a mesma completude da consulta presencial.