Lesões de ombro e joelho

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Questão 56
HCPA · 2026

Jogador de futebol, de 28 anos, apresentou dor súbita e intensa na região posterior da coxa esquerda ao realizar um sprint (movimento de arrancada). Trazido à Emergência, referiu sensação de estalo no momento da dor e dificuldade para caminhar. Ao exame físico, observaram-se equimose e falha palpável no músculo.

Qual o diagnóstico e qual a conduta inicial mais apropriada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Lesões musculares agudas são classificadas pela extensão da ruptura e pela perda funcional. Um atleta que apresenta dor súbita durante sprint, sensação de estalo, equimose, dificuldade de marcha e falha palpável deve ser considerado portador de ruptura de alto grau. A presença de um defeito palpável é particularmente sugestiva de lesão grau III, ou ruptura completa.

Na região posterior da coxa, é importante distinguir ruptura da junção musculotendínea de avulsão proximal dos tendões isquiotibiais. Atletas com avulsão completa, múltiplos tendões comprometidos ou retração significativa podem se beneficiar de reparo cirúrgico, enquanto muitas lesões musculares e rupturas parciais são tratadas de forma não operatória.

A conduta inicial inclui proteção do membro, analgesia, controle de edema e hematoma e avaliação especializada. Ultrassonografia ou ressonância magnética podem definir localização, número de tendões envolvidos, grau de retração e extensão da lesão. Isso é particularmente relevante em atleta de alto desempenho, no qual a demanda funcional influencia a decisão.

Imobilização rígida prolongada geralmente não é desejável porque favorece rigidez, atrofia e atraso da reabilitação. O retorno esportivo depende de recuperação de força, amplitude de movimento e capacidade funcional, e não apenas do desaparecimento da dor.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Equimose, estalo e falha palpável não correspondem a lesão grau II simples. Além disso, retorno às atividades apenas após analgésico ignora a necessidade de cicatrização e recuperação funcional.

B) Incorreta. A classificação está errada e imobilização rígida por 4 semanas não é o manejo padrão de uma lesão muscular posterior da coxa.

C) Incorreta. Reconhece corretamente uma lesão grau III, mas encaminhar diretamente apenas para fisioterapia sem avaliar a anatomia da ruptura pode perder uma avulsão completa ou lesão com indicação de reparo cirúrgico.

D) Correta (gabarito). O defeito palpável sugere ruptura completa. Repouso e analgesia são medidas iniciais, mas o atleta deve ser avaliado por especialista para determinar extensão, retração e necessidade de reparo cirúrgico.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: falha palpável = pense em ruptura completa, grau III.

  • Estalo + equimose + perda funcional importante reforçam lesão de alto grau.

  • Nem toda ruptura grau III será operada, mas toda ruptura completa em atleta merece avaliação anatômica e especializada antes de simples fisioterapia.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Lesões de ombro e joelho” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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