Paciente masculino, de 68 anos, com histórico de hipertensão arterial, diabetes melito e tabagismo, foi admitido na Emergência após início súbito (há 1 hora) de hemiparesia direita e afasia. Ao exame, apresentava NIHSS 12. Tomografia computadorizada de crânio não mostrou sinais de hemorragia. Angiotomografia revelou oclusão da artéria cerebral média à esquerda. O hospital dispunha de trombólise intravenosa e de equipe capacitada para realização de trombectomia mecânica.
Pegadinha central: grande vaso + elegível à trombólise = trombólise sem atrasar trombectomia.
Não espere o trombolítico funcionar para decidir sobre EVT.
TC exclui hemorragia; angio-TC identifica a oclusão tratável por trombectomia.
Oclusão de grande vaso mudou a prova de AVC: antiagregante isolado não é resposta quando há janela de reperfusão.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
O paciente tem AVC isquêmico agudo por oclusão de grande vaso: déficit focal incapacitante iniciado há 1 hora, tomografia sem hemorragia e angiotomografia demonstrando oclusão da artéria cerebral média esquerda. Com NIHSS 12, há déficit neurologicamente significativo e janela terapêutica plenamente favorável à reperfusão.
A Diretriz AHA/ASA de 2026 para manejo precoce do AVC isquêmico agudo mantém trombectomia endovascular como tratamento padrão em pacientes elegíveis com oclusão de grande vaso. Quando o paciente também é elegível à trombólise intravenosa, a terapia intravenosa deve ser iniciada prontamente sem atrasar a trombectomia.
A estratégia é chamada de terapia de ponte. A presença de uma equipe endovascular disponível não é motivo para omitir trombólise intravenosa em um paciente que preenche seus critérios. Da mesma forma, não se espera resposta clínica ao trombolítico para decidir se fará trombectomia.
A alternativa utiliza alteplase, que continua sendo um agente trombolítico aceito. Diretrizes atuais também incorporam tenecteplase em cenários selecionados, mas essa atualização não torna a alternativa C incorreta: o princípio decisivo é reperfusão intravenosa sem atraso + trombectomia para oclusão de grande vaso.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Alteplase isolada não é suficiente como estratégia definitiva diante de uma oclusão proximal de grande vaso elegível para tratamento endovascular. Trombectomia acrescenta benefício substancial.
B) Incorreta. Trombectomia está indicada, mas um paciente que também é elegível à trombólise intravenosa não deve ter o trombolítico omitido apenas porque a equipe endovascular está disponível.
C) Correta (gabarito). Deve-se iniciar trombólise intravenosa prontamente e encaminhar imediatamente para trombectomia mecânica, sem esperar resposta ao trombolítico. Essa é a estratégia de ponte para paciente elegível às duas formas de reperfusão.
D) Incorreta. Antiagregação isolada desperdiçaria uma janela terapêutica de alto benefício. O paciente tem indicação de reperfusão aguda.