Paciente masculino, de 73 anos, previamente hígido, procurou a UBS por apresentar quadro de início súbito de mal-estar, calafrios, febre de até 38,5o C, mialgia, disúria e dor perineal.
Pegadinha central: prostatite aguda = toque delicado, nunca massagem prostática.
Febre + disúria + dor perineal é combinação clássica.
PSA pode subir na prostatite e não deve ser usado para confirmar o diagnóstico.
Imagem entra se o paciente não melhora ou se houver suspeita de abscesso.
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Contexto
Febre de início súbito, calafrios, mialgia, disúria e dor perineal em homem idoso são características de prostatite bacteriana aguda. O diagnóstico é predominantemente clínico e deve ser complementado por exame de urina e urocultura antes do antibiótico quando isso puder ser feito sem atrasar o tratamento.
O toque retal deve ser realizado gentilmente. Descrições contemporâneas, como as utilizadas em referências urológicas atuais, apontam que a próstata pode estar aumentada, muito dolorosa e edemaciada ou de consistência amolecida, boggy. A expressão consistência firme da alternativa A não é o descritor clássico, mas A continua sendo a melhor opção porque é a única que reconhece um achado prostático possível ao toque e as demais propõem condutas inadequadas.
A massagem prostática vigorosa deve ser evitada porque pode aumentar bacteremia e precipitar deterioração sistêmica. PSA também não deve ser usado para confirmar prostatite aguda: a inflamação pode elevá-lo de modo transitório e gerar confusão diagnóstica.
Ultrassonografia ou tomografia não são exames obrigatórios em um quadro típico. Imagem torna-se importante diante de dúvida diagnóstica, retenção, imunossupressão relevante, piora clínica ou febre persistente apesar de tratamento, quando é preciso excluir abscesso prostático.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O toque retal pode mostrar próstata aumentada e alterada na prostatite bacteriana aguda. A ressalva é que o achado mais clássico é próstata muito dolorosa, edemaciada e frequentemente boggy; consistência firme não é a descrição mais típica. O exame deve ser delicado.
B) Incorreta. Massagem vigorosa da próstata é contraindicada na infecção aguda porque pode disseminar bactérias para a corrente sanguínea e precipitar bacteremia ou sepse.
C) Incorreta. PSA pode aumentar por inflamação, mas não é específico nem necessário para fechar o diagnóstico. Dosá-lo durante a fase aguda pode gerar interpretações equivocadas.
D) Incorreta. Ultrassonografia prostática não faz parte obrigatoriamente da avaliação inicial de um quadro clínico típico. É reservada para complicações ou ausência de resposta, especialmente suspeita de abscesso.