Pegadinha central: potássio oral irrita o trato gastrointestinal; magnésio oral lembra diarreia.
Distúrbio grave, sintomas, ECG alterado ou impossibilidade de via enteral favorecem reposição intravenosa monitorizada.
Potássio intravenoso nunca deve ser administrado em bolus direto.
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Contexto
A reposição de eletrólitos no pós-operatório deve ser definida pela gravidade do distúrbio, presença de sintomas ou alterações eletrocardiográficas, função renal, funcionamento do trato gastrointestinal e velocidade necessária de correção. A via enteral costuma ser apropriada para alterações leves ou moderadas em pacientes estáveis e com trato gastrointestinal funcionante, enquanto a via intravenosa oferece reposição mais previsível e rápida quando há alteração grave, sintomas, impossibilidade de usar a via enteral ou necessidade urgente de correção.
O potássio oral é eficaz, mas seus sais podem irritar o trato gastrointestinal e causar náusea, vômito, dor abdominal e diarreia. Isso limita a tolerabilidade em alguns pacientes pós-operatórios, principalmente na presença de náusea, íleo ou baixa aceitação oral.
Distúrbios eletrolíticos no pós-operatório podem resultar de perdas digestivas, reposição inadequada, diuréticos, alterações renais, íleo, grandes volumes de fluidos, nutrição parenteral e soluções de irrigação. Portanto, situações como íleo adinâmico e terapia nutricional parenteral não devem ser consideradas causas remotas.
Na reposição intravenosa de potássio, a velocidade e a concentração precisam ser controladas, com monitorização cardíaca nas reposições mais intensivas. Potássio nunca deve ser administrado em bolus intravenoso direto devido ao risco de arritmia fatal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A via enteral é útil e muitas vezes preferível em distúrbios leves ou moderados, mas não é mais rápida nem mais previsível do que a via intravenosa quando existe necessidade de correção urgente ou quadro grave.
B) Incorreta. Íleo adinâmico, terapia nutricional parenteral e determinadas soluções ou procedimentos de irrigação podem participar diretamente da gênese de alterações hidroeletrolíticas no período perioperatório.
C) Correta (gabarito). Sais de potássio por via oral podem provocar irritação gastrointestinal, com náuseas, vômitos e dor abdominal, reduzindo a tolerância ao tratamento em alguns pacientes.
D) Incorreta. A alternativa generaliza inadequadamente os efeitos adversos. Magnésio oral tende a causar diarreia, e não constipação, enquanto sais de cálcio podem causar constipação.