Um médico de família e comunidade tem identificado certa piora nos indicadores de saúde de crianças de sua população adstrita. Durante uma reunião com os profissionais de saúde, ele expõe essa preocupação e sugere que a equipe estabeleça estratégias de acompanhamento das crianças do território, atribuindo responsabilidades e metas para cada categoria profissional.
Pegadinha central: ausência de cicatriz da BCG não significa falha vacinal nem necessidade de revacinação.
ACS identifica risco e aciona a equipe; não fecha diagnóstico nem prescreve.
Teste do pezinho, vacinação, violência e benefícios sociais são itens clássicos da visita domiciliar.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
O agente comunitário de saúde atua como elo entre território e equipe, realizando visitas, identificação de riscos, busca ativa, educação em saúde, acompanhamento de condicionalidades e comunicação de necessidades. A Lei 11.350/2006, alterada pela Lei 13.595/2018, permite algumas ações assistidas após capacitação, mas o ACS não deve diagnosticar, prescrever ou decidir condutas clínicas de forma autônoma.
No acompanhamento infantil, cabe verificar se triagens e vacinas foram realizadas, identificar vulnerabilidades e sinais de violência e informar a equipe. Diante de suspeita de violência, o ACS acolhe, registra e comunica imediatamente, preservando segurança e confidencialidade.
A cicatriz de BCG não é mais usada como critério para revacinação. A ausência de cicatriz isolada após uma dose documentada não indica nova dose. Orientação medicamentosa específica e interpretação isolada de curvas de crescimento exigem profissional habilitado e plano definido pela equipe.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O ACS pode observar cuidados e dificuldades de amamentação e comunicar a equipe, mas prescrever orientação nutricional com base em percentil isolado extrapola sua atuação autônoma. Além disso, percentil acima de mais 3 sugere excesso, não baixo peso.
B) Incorreta. O ACS pode orientar medidas gerais pós-vacinação conforme protocolo, mas não indicar medicamentos por conta própria. A alternativa mistura vigilância domiciliar com prescrição clínica.
C) Correta (gabarito). Verificar teste do pezinho e vacinas, identificar sinais de violência e conferir acesso a programa social são ações territoriais de vigilância, proteção e articulação próprias do ACS.
D) Incorreta. Aferições podem ser realizadas quando previstas, capacitadas e supervisionadas, mas a ausência de cicatriz de BCG não indica encaminhamento para nova vacinação. Esse detalhe invalida a alternativa.