A redução da mortalidade infantil é ainda um desafio para os serviços de saúde e para a sociedade como um todo. Ela faz parte das metas do desenvolvimento do milênio, as quais representam um compromisso assumido pelos países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual o Brasil é signatário. A respeito dos indicadores da mortalidade infantil no Brasil, as causas dos óbitos são classificadas em: evitáveis, não evitáveis, mal definidas e não classificadas.
Pegadinha central: basta uma causa não evitável para invalidar toda a alternativa.
Sífilis congênita e asfixia ao nascer são marcadores de qualidade do pré-natal e da assistência perinatal.
A classificação cobra a ação de saúde capaz de evitar o óbito, não apenas a fisiopatologia da doença.
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Contexto
Uma morte infantil é considerada evitável quando poderia ser reduzida por ações efetivas e disponíveis do sistema de saúde. A Lista Brasileira de Causas de Mortes Evitáveis organiza os óbitos segundo o tipo de intervenção capaz de preveni-los, como imunização, atenção adequada à gestação, assistência ao parto e ao recém-nascido, diagnóstico e tratamento oportunos e promoção da saúde.
O ponto discriminador é não perguntar apenas se uma doença pode, em teoria, ser prevenida. A banca cobra sua posição na classificação brasileira de evitabilidade, que depende da existência de uma ação de saúde efetiva e acessível para a faixa etária analisada.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Sífilis congênita, desnutrição e asfixia ao nascer são causas clássicas reduzíveis por ações do pré-natal, da promoção nutricional e da atenção adequada ao parto e ao recém-nascido.
B) Incorreta. Sarampo e desnutrição são evitáveis, mas as malformações congênitas do sistema nervoso não integram, como grupo, as causas reduzíveis pelas ações listadas para a mortalidade infantil. A possibilidade de prevenir alguns defeitos do tubo neural com ácido fólico não transforma todo o grupo de malformações em causa evitável nessa classificação.
C) Incorreta. Tuberculose e anemias carenciais são reduzíveis por prevenção, diagnóstico e tratamento. A síndrome da morte súbita do lactente não é classificada da mesma forma como causa claramente reduzível pelas ações assistenciais usadas na lista, tornando o conjunto incorreto.
D) Incorreta. Síndrome da rubéola congênita é reduzível por imunização e traumatismo de parto por assistência obstétrica adequada. Doenças desmielinizantes, porém, não pertencem ao grupo de causas evitáveis, invalidando a alternativa.