Uma paciente com 25 anos apresentou edema, rubor e dor em pálpebra superior direita, com resolução espontânea do quadro em 48 horas. No momento, apresenta nodulação de 0,3 cm, indolor, localizada na face interna do terço médio da pálpebra superior direita. Nega febre ou qualquer outro sintoma.
Pegadinha central: hordéolo dói; calázio persiste como nódulo indolor.
Compressa morna e massagem são o tratamento inicial.
Calázio recorrente no mesmo local pede investigação de neoplasia palpebral.
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Contexto
O episódio inicial de edema, rubor e dor palpebral sugere obstrução inflamatória de uma glândula de Meibômio. Após a fase aguda, permaneceu um pequeno nódulo firme e indolor na face interna da pálpebra, padrão típico de calázio, reação granulomatosa lipídica estéril.
O tratamento inicial inclui compressas mornas por 10 a 15 minutos, três a quatro vezes ao dia, seguidas de massagem palpebral. Antibiótico não é necessário sem blefarite ou infecção associada. Lesões persistentes, grandes ou que alterem a visão podem ser tratadas com injeção de corticoide ou incisão e curetagem.
Calázio recorrente no mesmo local, sobretudo em pessoas mais velhas, exige avaliação oftalmológica e eventual biópsia para excluir carcinoma sebáceo. Esse alerta não se aplica como hipótese principal à paciente jovem com primeiro episódio.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Nódulo palpebral interno, residual e indolor após inflamação aguda corresponde a calázio.
B) Incorreta. Hordéolo é infecção aguda dolorosa, localizada e frequentemente pustulosa. Pode preceder ou ser confundido com calázio, mas a lesão atual não apresenta dor ou sinais inflamatórios.
C) Incorreta. Canaliculite causa inflamação próxima ao ponto lacrimal, lacrimejamento e saída de secreção ou concreções à expressão do canalículo.
D) Incorreta. Dacriocistite produz dor, rubor e tumefação inferomedial ao olho, sobre o saco lacrimal, podendo acompanhar febre e secreção pelo ponto lacrimal.