A restrição de crescimento fetal intrauterino ocorre quando o feto não atinge o potencial de crescimento e desenvolvimento em decorrência de uma disfunção placentária. Isso ocorre em 5% a 10% das gestações e é a segunda causa mais frequente de mortalidade perinatal, responsável por cerca de 30% dos natimortos.
Pegadinha central: diástole zero que muda estadiamento e momento do parto é da artéria umbilical.
RCF precoce é antes de 32 semanas; tardia começa em 32 semanas.
Altura uterina rastreia, ultrassonografia e doppler confirmam e estratificam.
Doppler normal não autoriza ultrapassar 40 semanas em feto com crescimento restrito.
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Contexto
A questão foi anulada oficialmente. Restrição de crescimento fetal é suspeitada quando peso fetal estimado ou circunferência abdominal estão abaixo do percentil 10, mas o diagnóstico e a gravidade dependem do contexto, da velocidade de crescimento, do líquido amniótico e principalmente da dopplervelocimetria. O consenso internacional separa forma precoce, diagnosticada antes de 32 semanas, e tardia, a partir de 32 semanas.
A altura uterina é método de rastreamento de baixo custo, não método confirmatório, e seu desempenho é influenciado por obesidade, miomas, quantidade de líquido e técnica de medida. Diante de medida menor que a esperada ou desaceleração da curva, solicita-se ultrassonografia. Em feto com peso entre os percentis 3 e 10, doppler de artéria umbilical normal e ausência de outros riscos, recomendações como as da FIGO 2021 e da SMFM programam o parto em torno de 38 a 39 semanas, não após 40 semanas. Peso abaixo do percentil 3 ou doppler anormal antecipa a resolução.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O ponto de corte mais aceito é 32 semanas, não 35 semanas.
B) Incorreta. A medida do fundo uterino é útil para rastreamento, mas não possui desempenho suficiente para confirmar ou excluir restrição de crescimento. Resultado suspeito exige ultrassonografia.
C) Incorreta. Mesmo com doppler e líquido normais, crescimento restrito não deve ser conduzido rotineiramente além de 40 semanas. Em casos isolados entre os percentis 3 e 10, o parto costuma ser planejado entre 38 e 39 semanas.
D) Incorreta. Diástole zero relevante para estadiamento ocorre na artéria umbilical, não nas artérias uterinas. Esse achado exige vigilância intensiva e costuma indicar parto antes de 36 semanas, conforme idade gestacional e demais parâmetros.