Uma mulher de 49 anos comparece à unidade básica de saúde para consulta de rotina. Ela relata ao médico que ficou muito preocupada depois de ler uma matéria na internet sobre os riscos da osteoporose após a menopausa. Sua última menstruação ocorreu há 15 meses. A paciente afirma não praticar atividade física regularmente, mas relata alimentação balanceada e sem restrições. Ela nega doenças crônicas, uso de medicações contínuas, etilismo ou tabagismo. Na história familiar, relata que sua mãe, de 67 anos de idade, possui diagnóstico de hipertensão arterial e de hipotireoidismo. Ao exame, a paciente apresenta pressão arterial de 126 × 78 mmHg, índice de massa corporal 27 kg/m2. Sua tireoide é normal à palpação. Os exames das mamas, do aparelho cardiovascular e do abdome apresentam-se dentro dos limites da normalidade.
A pegadinha é rastrear cedo por ansiedade. Antes de 65 anos, densitometria depende de risco aumentado.
Exercício resistido e com impacto protege osso e reduz quedas.
Suplemento não substitui dieta e não é obrigatório para toda mulher menopausada.
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Contexto
Mulher de 49 anos, recentemente menopausada, sem fratura, baixo peso, tabagismo, uso de corticoide ou doença de risco não tem indicação automática de densitometria ou medicamento antiosteoporótico. A recomendação USPSTF 2025 mantém rastreamento universal a partir dos 65 anos e, antes disso, apenas para mulheres pós-menopáusicas com risco aumentado estimado por avaliação clínica.
A prevenção primária inclui atividade física com sustentação de peso e fortalecimento, exercícios de equilíbrio, ingestão adequada de cálcio e vitamina D, exposição solar segura, prevenção de quedas, limitação de álcool e ausência de tabagismo. Suplementos são usados quando a alimentação não atinge as necessidades ou há deficiência documentada. Terapia hormonal não deve ser iniciada apenas para prevenir osteoporose em mulher assintomática.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não há indicação universal de carbonato de cálcio, vitamina D ou densitometria aos 55 anos. O rastreamento antes de 65 depende do risco individual.
B) Correta (gabarito). Alimentação adequada, vitamina D, exercício regular e fortalecimento musculoesquelético são medidas centrais de prevenção em mulher de baixo risco.
C) Incorreta. Densitometria não é rotina nessa idade sem risco aumentado, e osteopenia isolada não impõe automaticamente bisfosfonato ou raloxifeno; a decisão considera risco absoluto de fratura.
D) Incorreta. Amenorreia por 15 meses aos 49 anos confirma menopausa clinicamente na ausência de outra causa. FSH e estradiol não são necessários, e terapia hormonal não é indicada exclusivamente para prevenção óssea.