Uma paciente com 30 anos, grávida de 34 semanas, sofreu colisão frontal auto vs anteparo (muro), sentada no banco do passageiro e sem uso de cinto de segurança. Foi atendida por equipe de emergência pré-hospitalar, com relato de parada cardíaca e manobras de reanimação por cerca de 5 minutos, sem sucesso, durante sua remoção até o pronto-socorro de um hospital. Foi admitida pelo cirurgião geral, em parada cardiorrespiratória e midríase paralítica bilateral, com hematoma volumoso em região frontal.
Pegadinha central: a histerotomia na parada materna não é apenas tentativa de salvar o feto; ela integra a ressuscitação da mãe.
Útero ao nível ou acima do umbigo exige deslocamento uterino manual e preparação imediata para o parto ressuscitativo.
Sem retorno circulatório, a meta clássica é nascimento por volta de 5 minutos, sem transportar a paciente para o centro cirúrgico.
Na questão anulada, a alternativa B traduz o conceito clínico, mas não recebe o rótulo de gabarito.
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Contexto
A questão foi anulada oficialmente, portanto nenhuma alternativa deve receber a marcação de gabarito. Do ponto de vista assistencial, a parada cardíaca em gestante de 34 semanas exige reanimação cardiopulmonar de alta qualidade, deslocamento uterino manual para a esquerda e preparação imediata para parto ressuscitativo. Nessa idade gestacional, o útero gravídico comprime a aorta e a veia cava, reduzindo retorno venoso e débito cardíaco durante as compressões.
As Diretrizes da American Heart Association de 2025 orientam iniciar a preparação para o parto ressuscitativo assim que a parada é reconhecida quando o fundo uterino está ao nível ou acima do umbigo. Se não houver retorno da circulação espontânea, o objetivo é realizar o nascimento até cerca de 5 minutos, no próprio local da reanimação. A finalidade primária é melhorar a ressuscitação materna por descompressão aortocava e redução da demanda circulatória uteroplacentária; eventual benefício fetal é adicional. Ultrassonografia, transferência de setor ou espera por especialista não podem atrasar o procedimento.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não se presume morte materno-fetal antes de executar as medidas ressuscitativas cabíveis. Midríase e ausência de resposta após poucos minutos não substituem critérios de interrupção da reanimação.
B) Sem gabarito oficial. A alternativa descreve a conduta conceitualmente esperada, atualmente denominada parto ressuscitativo ou histerotomia ressuscitativa, mas a anulação impede classificá-la como correta no resultado oficial da prova.
C) Incorreta. Encaminhar para o gineco-obstetra atrasa uma intervenção dependente de minutos. O procedimento deve ser iniciado pela equipe disponível e capacitada, enquanto a reanimação continua.
D) Incorreta. Avaliar batimentos fetais por ultrassom não é prioridade e não deve condicionar a decisão. O parto ressuscitativo é indicado principalmente para favorecer a circulação materna.