Uma paciente com 34 semanas de gestação, G3P2A0, tabagista, com suspeita de restrição de crescimento fetal, é encaminhada ao pré-natal de alto risco para acompanhamento e avaliação.
Pegadinha central: feto pequeno no terceiro trimestre não deve ser usado para redatar a gestação.
Melhor datação: comprimento crânio-nádegas no primeiro trimestre.
Depois de estabelecida uma data confiável, alterações biométricas representam crescimento, não nova idade gestacional.
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Contexto
A datação mais precisa é obtida no primeiro trimestre, quando a variação biológica do tamanho embrionário é pequena. O parecer da ACOG sobre estimativa da data provável do parto considera a ultrassonografia até 13 semanas e 6 dias o método mais acurado, utilizando o comprimento crânio-nádegas, com margem aproximada de 5 a 7 dias.
Em suspeita de restrição de crescimento fetal, não se deve redatar a gestação por biometria tardia, pois o tamanho reduzido pode ser justamente manifestação da doença. A data estabelecida precocemente deve permanecer como referência para avaliar velocidade de crescimento, Doppler e momento do parto.
A data da última menstruação é útil quando conhecida, ciclos são regulares e não houve contracepção hormonal recente, mas perde confiabilidade com irregularidade menstrual.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ciclos irregulares tornam ovulação e data da última menstruação pouco confiáveis para estimar a concepção.
B) Incorreta. A biometria de 22 semanas já possui margem de erro maior e pode ser influenciada por alterações precoces do crescimento.
C) Correta (gabarito). O comprimento crânio-nádegas em ultrassonografia do primeiro trimestre é o parâmetro mais fidedigno entre os apresentados.
D) Incorreta. Diâmetro biparietal entre 14 e 17 semanas é útil quando não há exame anterior, mas é menos preciso que o comprimento crânio-nádegas precoce.