Após assumir a gestão da saúde municipal, um médico encontra a seguinte situação de saúde: uma população de 30 mil habitantes, com faixa etária predominante de 20 a 50 anos, com predomínio de doenças crônicas não transmissíveis e de causas externas, principalmente por acidentes. O município possui cobertura de atenção primária de 70%, com sete equipes de saúde da família em áreas de maior vulnerabilidade e nas áreas menos vulneráveis, uma unidade básica de saúde tradicional. A partir desses dados, o médico reúne a equipe de planejamento para construir o plano municipal dos próximos 4 anos.
Pegadinha central: cobertura incompleta mais DCNT pede expansão e qualificação da APS, não hospitalização da resposta municipal.
Integração com a atenção secundária significa coordenação do cuidado, com referência e contrarreferência.
Causas externas exigem ação intersetorial, não apenas ambulância e pronto atendimento.
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Contexto
O diagnóstico situacional mostra cobertura de atenção primária de 70%, deixando cerca de 30% da população sem cobertura equivalente, ao mesmo tempo em que predominam doenças crônicas não transmissíveis. Esse perfil exige cuidado longitudinal, prevenção, estratificação de risco, adesão terapêutica e coordenação com especialistas, funções centrais da Estratégia Saúde da Família.
A Política Nacional de Atenção Básica coloca a atenção primária como porta de entrada preferencial e coordenadora da Rede de Atenção à Saúde. Portanto, a prioridade é ampliar cobertura e integrar fluxos com a atenção secundária, evitando fragmentação, duplicidade de exames e encaminhamentos sem retorno. Para causas externas, o plano também deve prever ações intersetoriais de prevenção de acidentes, vigilância e promoção de segurança.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Ampliar a APS e integrá-la à atenção secundária responde diretamente à cobertura incompleta e ao predomínio de doenças crônicas, aumentando acesso, continuidade e resolutividade.
B) Incorreta. Um serviço de urgência pode ser necessário após análise regional, mas não substitui a expansão da atenção primária. Manter 30% de população descoberta perpetua demanda evitável e cuidado tardio.
C) Incorreta. Ampliar unidades tradicionais sem estratégia territorial, adscrição e equipe multiprofissional reduz a capacidade de vínculo e coordenação necessária às DCNT. A prioridade nacional é fortalecer o modelo de Saúde da Família.
D) Incorreta. Ambulâncias podem melhorar transporte, mas transferem pacientes sem corrigir prevenção, acompanhamento e capacidade resolutiva local. Não são a principal resposta ao diagnóstico apresentado.