Síndromes genéticas e erros inatos

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 98
INEP · 2023

Um paciente de 15 anos é atendido em ambulatório de pediatria devido ao diagnóstico de deficiência intelectual. Ele apresenta crises convulsivas que estão sob controle com uso de medicamentos. Anteriormente, o psiquiatra fez o diagnóstico de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Ao exame físico, o paciente apresenta perímetro cefálico acima da média, frontal alto, face alongada, orelhas proeminentes e prognatismo. Além disso, é observado peito escavado, escoliose, macrorquidia, hérnia inguinal, pés planos e hiperextensibilidade de articulações metacarpofalangianas.

Para confirmação da etiologia da deficiência intelectual e das características fenotípicas encontradas nesse caso, o exame indicado é a(o)
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Deficiência intelectual em menino, TDAH, convulsões, face alongada, orelhas grandes, prognatismo, hiperextensibilidade articular e macrorquidia após a puberdade formam o fenótipo clássico da síndrome do X frágil. A causa é expansão de repetições CGG na região 5' não traduzida do gene FMR1, localizada no cromossomo X. Expansões completas, geralmente acima de 200 repetições, levam à metilação e ao silenciamento do gene.

A confirmação exige exame molecular específico para expansão de repetição do FMR1, por PCR convencional ou triplet repeat primed PCR, associado à análise de metilação e, em situações selecionadas, Southern blot. Sequenciamento genético convencional ou painéis por NGS podem não detectar adequadamente a expansão.

O diagnóstico deve ser acompanhado de aconselhamento genético, pois mulheres com pré-mutação podem transmitir expansões maiores e familiares podem apresentar insuficiência ovariana associada ao FMR1 ou síndrome de tremor e ataxia.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Entre as opções, apenas a investigação genética confirma a etiologia. Tecnicamente, deve-se solicitar teste específico de expansão CGG e metilação do FMR1, e não sequenciamento genérico.

B) Incorreta. Ressonância da sela túrcica investiga hipófise e região selar, sem relação com o fenótipo típico de X frágil.

C) Incorreta. Tomografia pode identificar lesões estruturais cerebrais, mas não diagnostica expansão de trinucleotídeos nem explica o padrão sindrômico.

D) Incorreta. Eletroencefalograma pode caracterizar atividade epiléptica, mas as crises já estão controladas e o exame não confirma a causa genética da deficiência intelectual.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: X frágil não é melhor investigado por NGS comum; peça expansão CGG do FMR1.

  • Menino com face longa, orelhas proeminentes e macrorquidia é associação clássica.

  • Diagnóstico implica aconselhamento e investigação familiar.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Síndromes genéticas e erros inatos” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →