Ultrassonografia obstétrica e rastreamento de aneuploidias

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 84
INEP · 2023

Uma paciente primigesta, de 30 anos, com 24 semanas de gestação, encontra-se internada em uma maternidade para introdução de insulina, devido a diabetes gestacional, a fim de obter melhor controle metabólico. A paciente relata que o bebê tem se mexido menos nas últimas 24 horas. O médico indica a realização de uma cardiotocografia de repouso.

Nesse caso, a indicação da cardiotocografia está
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A cardiotocografia de repouso avalia a relação entre movimentos fetais e acelerações da frequência cardíaca. Sua interpretação depende da maturação autonômica fetal. Antes de 32 semanas, especialmente em torno de 24 semanas, é frequente não haver acelerações que preencham critérios usuais apesar de o feto estar saudável, gerando elevada proporção de traçados não reativos e falso-positivos.

A partir de 28 a 32 semanas, a vigilância cardiotocográfica torna-se progressivamente mais interpretável. Quando realizada antes de 32 semanas, utiliza-se frequentemente o critério de aceleração de pelo menos 10 batimentos por minuto por pelo menos 10 segundos, em vez de 15 por 15, mas mesmo assim a especificidade permanece limitada.

A redução de movimentos fetais relatada pela mãe não deve ser ignorada. Aos 24 semanas, a avaliação deve começar por confirmação dos batimentos, exame obstétrico e ultrassonografia para vitalidade, crescimento e líquido amniótico, com Doppler conforme o contexto. Diabetes gestacional não contraindica cardiotocografia; o problema é a idade gestacional para interpretação do exame.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Diabetes gestacional não contraindica cardiotocografia. Em fases mais avançadas e conforme controle metabólico e tratamento, ela pode integrar a vigilância fetal.

B) Incorreta. Descompensação diabética exige avaliação materna e fetal, mas cardiotocografia aos 24 semanas não é o exame mais confiável para detectar precocemente comprometimento.

C) Incorreta. A cardiotocografia não possui alta sensibilidade isolada nessa idade e um resultado não reativo pode refletir apenas imaturidade autonômica.

D) Correta (gabarito). Com 24 semanas, a imaturidade dos sistemas simpático e parassimpático aumenta muito os resultados não reativos sem hipóxia, tornando a indicação isolada inadequada.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: o problema não é o diabetes, mas a baixa idade gestacional.

  • Antes de 32 semanas, um traçado não reativo tem menor valor diagnóstico.

  • Redução de movimentos em gestação precoce pede avaliação imediata, frequentemente com ultrassonografia.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Ultrassonografia obstétrica e rastreamento de aneuploidias” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →