Uma mulher de 59 anos é atendida em unidade de pronto-atendimento, queixando-se de dor lombar contínua, de forte intensidade, de caráter progressivo e com piora no último mês. Realizou tratamento prévio com analgésico e com anti-inflamatório, porém os sintomas persistiram. Ela refere história prévia de tratamento para câncer de mama há 3 anos. No momento, está sem queixas acerca da mama. O exame físico mostra hiperalgesia aos estímulos em coluna lombar. Radiografia da coluna lombar: lesões líticas.
Pegadinha central: em paciente com câncer, dor óssea nova e progressiva é metástase até exclusão.
Mama pode produzir lesões líticas, blásticas ou mistas.
Déficit neurológico ou alteração esfincteriana transforma a investigação em emergência por possível compressão medular.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
História de câncer de mama, dor lombar contínua e progressiva, falha de analgésicos e lesões líticas vertebrais formam um quadro de metástase óssea até prova em contrário. Mama, próstata, pulmão, rim e tireoide estão entre os tumores que frequentemente metastatizam para o esqueleto axial.
Metástases de câncer de mama podem ser líticas, escleróticas ou mistas. A dor costuma piorar à noite ou em repouso e pode preceder déficit neurológico. O risco imediato é fratura patológica ou compressão epidural da medula e da cauda equina.
Deve-se pesquisar fraqueza, alteração sensitiva, anestesia em sela e disfunção esfincteriana. Se qualquer sinal neurológico estiver presente, a ressonância de toda a coluna relevante e o tratamento para compressão medular são urgentes. Mesmo sem déficit, a paciente precisa de investigação oncológica com imagem mais sensível, avaliação de estabilidade vertebral e planejamento sistêmico e local.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O antecedente oncológico e as lesões líticas na coluna tornam metástase óssea a explicação mais provável da dor progressiva.
B) Incorreta. Tuberculose vertebral pode causar destruição de corpos vertebrais, redução do espaço discal e abscesso paravertebral. Sem contexto infeccioso e diante de câncer prévio, metástase tem prioridade diagnóstica.
C) Incorreta. Hérnia discal produz dor radicular, déficit em dermátomo ou sinais de tensão neural. Não causa lesões líticas em radiografia.
D) Incorreta. Fratura vertebral pode causar dor e colapso do corpo vertebral, mas as lesões líticas sugerem que, se houver fratura, ela será provavelmente patológica e secundária à neoplasia.