A febre amarela apresentou, no Brasil, dois picos epidêmicos em 2016/2017 e em 2017/2018, afetando estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Antes disso, ainda em 2014, a doença, que era restrita à região amazônica, vinha reemergindo na região extra- amazônica, com casos na região Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O aumento dos casos da doença está relacionado com a expansão da fronteira agrícola, que provoca o desmatamento, a redução das áreas de floresta e o aumento da urbanização, o que contribui ainda mais para a degradação desses ambientes e produz risco de desastres ambientais.
Pegadinha central: o isolamento da febre amarela é contra o mosquito, não contra contato humano.
Suspeita de febre amarela é notificada em até 24 horas.
Calendário: 9 meses, reforço aos 4 anos e dose para não vacinados de 5 a 59 anos.
O recorte recorrente de prova é o risco de reurbanização pela presença de Aedes aegypti.
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Contexto
Na febre amarela silvestre, mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus entre primatas e seres humanos expostos. No ciclo urbano, o ser humano virêmico pode infectar Aedes aegypti, que então transmite o vírus a outras pessoas. O Brasil não registra ciclo urbano desde 1942, mas a presença disseminada do vetor mantém o risco teórico de reurbanização.
O Ministério da Saúde define febre amarela como doença de notificação compulsória imediata, em até 24 horas. Durante a viremia, o caso suspeito deve ser protegido de picadas com mosquiteiro, telas, repelente e ambiente vetorialmente protegido, sobretudo em local infestado por Aedes. Esse isolamento é vetorial, não respiratório ou de contato, porque não há transmissão direta habitual entre pessoas.
O calendário brasileiro vigente recomenda vacina aos 9 meses e reforço aos 4 anos. Dos 5 aos 59 anos, quem não tem comprovação recebe em geral dose única. Vacinação aos 6 meses é excepcional e depende de recomendação temporária em situação epidemiológica de alto risco. Não se aplica reforço universal a cada 10 anos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A notificação deve ser imediata, não semanal. A vigilância precisa investigar rapidamente o local provável de infecção, cobertura vacinal, epizootias e presença vetorial.
B) Incorreta. A vacinação de rotina começa aos 9 meses. A dose entre 6 e 8 meses só pode ser antecipada em situação excepcional, mediante avaliação epidemiológica e orientação oficial.
C) Incorreta. O esquema atual não prevê reforço a cada 10 anos para toda a população. Crianças recebem dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos; não vacinados de 5 a 59 anos recebem geralmente uma dose.
D) Correta (gabarito). Em território com Aedes aegypti, o caso suspeito deve permanecer protegido contra mosquitos durante a viremia para evitar que o vetor se infecte e inicie transmissão urbana.