Um homem de 58 anos, trabalhador na construção civil, procura o ambulatório com história clínica de lesão na face há, aproximadamente, 4 anos, com crescimento há 2 meses, conforme figura a seguir. Ele nega outras lesões cutâneas ou outras comorbidades. O exame físico se mostrou sem alterações.

Pegadinha central: o E de evolução costuma ser o dado mais valioso quando uma lesão antiga começa a crescer.
Melanoma não precisa ter mais de 6 mm nem reunir todos os critérios ABCDE.
Na suspeita, a biópsia deve permitir medir Breslow; raspagem superficial pode comprometer o estadiamento.
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Contexto
A lesão facial pigmentada é assimétrica, tem bordas irregulares e contorno mal definido, além de mudança recente de tamanho após anos de evolução. A regra ABCDE do INCA destaca exatamente esses sinais de alarme. Em uma pessoa mais velha com fotoexposição ocupacional crônica e lesão em face, deve-se considerar especialmente o espectro do lentigo maligno e melanoma lentigo maligno.
A imagem gera hipótese, não confirmação histológica. Uma lesão suspeita deve ser examinada por dermatoscopia e, quando tecnicamente possível, submetida a biópsia excisional com margens estreitas, preservando a avaliação da espessura de Breslow.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A combinação de assimetria, borda irregular, pigmentação heterogênea e evolução recente torna melanoma a hipótese mais provável e exige investigação histológica rápida.
B) Incorreta. Nevo melanocítico benigno costuma ser simétrico, bem delimitado, de cor mais uniforme e estável. Mudança recente em adulto rompe esse padrão de segurança.
C) Incorreta. Ceratose seborreica tende a apresentar superfície verrucosa ou cerosa e aspecto de lesão colada à pele. Pode ser pigmentada e imitar melanoma, mas a imagem e a evolução descritas priorizam neoplasia melanocítica.
D) Incorreta. Carcinoma espinocelular geralmente é pápula, placa ou nódulo queratósico, crostoso ou ulcerado. Existem variantes pigmentadas, mas são menos compatíveis com o padrão mostrado.