Um menino de 9 anos sofre atropelamento enquanto andava de bicicleta pela rua e é trazido, por pessoas que estavam presentes no momento do acidente, à emergência do hospital. À admissão, o menino encontra-se em parada cardiorrespiratória em assistolia. Ao perceber o quadro do paciente, os médicos de plantão iniciam medidas de suporte avançado de vida para essa criança, instituindo, inicialmente, via aérea avançada com sucesso.
Pegadinha central: via aérea avançada muda a ventilação, mas não elimina a epinefrina.
Assistolia não é ritmo chocável.
Na parada traumática, trate causas reversíveis em paralelo ao suporte avançado.
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Contexto
A questão foi anulada no gabarito oficial porque duas alternativas descrevem medidas simultâneas obrigatórias. A criança está em assistolia, ritmo não chocável, e já possui via aérea avançada.
O algoritmo de parada pediátrica da American Heart Association de 2025 orienta compressões contínuas de 100 a 120 por minuto, sem pausas para ventilação, com uma ventilação a cada 2 a 3 segundos. Na assistolia, a epinefrina deve ser administrada por via intravenosa ou intraóssea o mais cedo possível, na dose de 0,01 mg/kg da solução 0,1 mg/mL, repetida a cada 3 a 5 minutos.
Como a parada é traumática, também se procuram e tratam causas reversíveis, especialmente hemorragia, hipóxia, pneumotórax hipertensivo e tamponamento. Se houver choque hemorrágico, hemocomponentes são preferíveis a grande volume de cristaloide, sem interromper o algoritmo de ressuscitação.
Alternativa por alternativa
A) Correta pelas diretrizes atuais, mas sem gabarito oficial. Com via aérea avançada, mantêm-se compressões contínuas e ventilação assíncrona a cada 2 a 3 segundos.
B) Incorreta. A relação 15 para 2 é utilizada por dois socorristas quando não há via aérea avançada. Depois da intubação, não se interrompem compressões para ventilar.
C) Incorreta como afirmação automática. Trauma pode causar hemorragia, mas o enunciado não demonstra o foco nem a hipovolemia. Se confirmada, deve-se controlar o sangramento e priorizar sangue e plasma em vez de cristaloide isolado.
D) Correta pelas diretrizes atuais, mas sem gabarito oficial. Assistolia exige epinefrina precoce, simultaneamente às compressões e à ventilação. Por isso, A e D não podem ser separadas como se fossem excludentes.