Um pré-escolar de 4 anos é levado a uma unidade de pronto-atendimento devido a uma queda da própria altura há cerca de 30 minutos, tendo apresentado traumatismo em região occipital. Logo após a queda, a criança apresentou choro intenso e um único episódio de vômito. Ao exame físico, apresenta escala de coma de Glasgow de 15, exames físico e neurológico normais e ausência de evidências de fratura de crânio.
A pegadinha é transformar qualquer vômito em indicação de tomografia. Vômito isolado com exame normal permite observação.
Vômitos repetidos ou deterioração clínica mudam a conduta.
Radiografia de crânio não rastreia hemorragia intracraniana.
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Contexto
A criança tem traumatismo cranioencefálico leve, queda de baixa energia, Glasgow 15, exame neurológico normal, ausência de sinais de fratura e um único vômito. Em crianças com 2 anos ou mais, critérios como PECARN consideram vômitos um fator intermediário, mas o risco de lesão clinicamente importante é muito baixo quando o vômito é isolado.
Nesse cenário, a estratégia adequada é observação clínica e orientação aos responsáveis, em vez de tomografia imediata. Deve-se reavaliar se surgirem vômitos repetidos, piora da cefaleia, sonolência progressiva, convulsão, confusão, déficit focal ou comportamento anormal. A decisão reduz exposição desnecessária à radiação e eventual sedação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Um único episódio isolado não impõe tomografia na ausência de outros fatores de risco.
B) Correta (gabarito). O conjunto é de baixo risco e permite manejo sem tomografia imediata, com observação e instruções de retorno. O vômito deve ser valorizado se persistir ou associar-se a outros sinais.
C) Incorreta. A idade pediátrica aumenta a preocupação com radiação e não justifica imagem indiscriminada.
D) Incorreta. Radiografia de crânio não identifica adequadamente lesão intracraniana e não substitui a tomografia quando esta é realmente indicada.