Infecções na gestação

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 74
INEP · 2023

Uma paciente primigesta de 25 anos, com 30 semanas de idade gestacional, comparece para a consulta de pré-natal de rotina na unidade básica de saúde apresentando febre, lombalgia e queda do estado geral. Nega sinais e sintomas de infecção de vias aéreas superiores e possui diagnóstico prévio de litíase renal. Ao exame físico, apresenta regular estado geral, acianótica, anictérica, corada e hidratada. Temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 98 batimentos por minuto, frequência respiratória de 20 incursões respiratórias por minuto, pressão arterial de 120 × 80 mmHg, abdome gravídico, tônus uterino normal e ausência de contrações. Altura uterina de 29 cm, frequência cardíaca fetal de 158 batimentos por minuto e ausência de edemas em membros inferiores.

Diante desses achados na paciente, a conduta médica adequada é
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Febre de 38,5 °C, lombalgia e queda do estado geral em gestante sugerem pielonefrite aguda. Litíase prévia aumenta risco de obstrução e infecção complicada. A ausência de contrações não reduz a urgência, pois pielonefrite pode evoluir para sepse, lesão renal, síndrome do desconforto respiratório e parto prematuro.

O Consenso Clínico da ACOG de 2023 recomenda manejo inicial hospitalar da pielonefrite na gestação, com urina e urocultura, hemograma, função renal, avaliação de gravidade e antibiótico parenteral com penetração renal. A terapia é ajustada à cultura e completada por cerca de 14 dias. Suspeita de cálculo obstrutivo, ausência de resposta ou sepse exige imagem e avaliação urológica.

Na unidade básica, antitérmico seguro e hidratação podem ser iniciados, mas não devem atrasar o encaminhamento ao pronto-socorro obstétrico. Antiespasmódico não trata a infecção e pode mascarar progressão.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Retorno em 7 dias expõe mãe e feto a sepse e prematuridade. Pielonefrite gestacional não é tratada apenas de forma sintomática no ambulatório.

B) Incorreta. A avaliação não pode ser eletiva, e infectologista não é o primeiro destino necessário. O quadro exige serviço obstétrico capaz de internar e administrar antibiótico intravenoso.

C) Correta (gabarito). O antitérmico alivia a hipertermia, enquanto o encaminhamento urgente permite investigação, monitorização fetal, antibiótico parenteral e avaliação de obstrução urinária.

D) Incorreta. O encaminhamento urgente está correto, mas antiespasmódico não é a medida sintomática prioritária diante de febre e provável infecção renal.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: ausência de contração não torna pielonefrite gestacional um quadro ambulatorial.

  • Gestante com pielonefrite inicia manejo hospitalar e antibiótico parenteral.

  • Litíase mais infecção levanta risco de obstrução infectada, uma emergência urológica.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Infecções na gestação” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →