A vulvovaginite constitui uma das doenças mais comuns que motivam as mulheres a procurar o/a ginecologista.
Pegadinha central: candidíase mantém pH ácido; vaginose bacteriana e tricomoníase elevam o pH.
Clamídia é cervicite, não vaginite típica.
Corrimento grumoso aderente mais prurido é a combinação clássica de Candida.
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Contexto
Candidíase vulvovaginal provoca prurido, ardor, hiperemia e corrimento branco espesso, grumoso e aderente, comparado a leite coalhado. O pH permanece habitualmente abaixo de 4,5, e o teste de aminas é negativo. A microscopia com solução salina ou hidróxido de potássio pode mostrar leveduras, blastoconídios e pseudohifas.
O PCDT do Ministério da Saúde diferencia vaginite, processo da mucosa vaginal, de cervicite, que se origina no colo uterino. Essa distinção evita atribuir corrimento vaginal inflamatório intenso à clamídia, que frequentemente é assintomática.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Chlamydia trachomatis causa cervicite com secreção endocervical, friabilidade e sangramento, não inflamação intensa difusa das paredes vaginais.
B) Incorreta. Na tricomoníase, o corrimento costuma ser abundante, amarelo-esverdeado e por vezes espumoso. Exame a fresco, teste molecular ou teste rápido são úteis; cultura não é a única base diagnóstica.
C) Correta (gabarito). Corrimento branco, espesso ou grumoso, aderido ao colo e às paredes, associado a inflamação vulvovaginal, é característico de candidíase.
D) Incorreta. Vaginose citolítica apresenta pH baixo, geralmente entre 3,5 e 4,5, com abundância de lactobacilos Gram-positivos e citólise, não germes Gram-negativos.