Uma gestante com 12 semanas de gestação comparece ao centro de saúde para mostrar os exames realizados e apresenta sorologia para toxoplasmose com IGM positiva e IGG negativa.
IgM positiva com IgG negativa é infecção muito recente ou falso positivo.
Inicie espiramicina e procure soroconversão em duas a três semanas.
Avidez só existe para IgG positivo.
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Contexto
IgM reagente com IgG não reagente pode representar infecção por Toxoplasma gondii extremamente recente, antes da produção de IgG, ou resultado falso positivo de IgM. Como a gestante está no primeiro trimestre e a transmissão fetal pode ser reduzida pelo tratamento precoce, a diretriz nacional orienta iniciar espiramicina imediatamente enquanto se esclarece o diagnóstico.
A sorologia IgG e IgM deve ser repetida em duas a três semanas, preferencialmente em laboratório de referência. O aparecimento de IgG confirma soroconversão e infecção aguda. Se o IgG continuar negativo, a IgM isolada perde relevância e a espiramicina pode ser suspensa conforme avaliação especializada.
O teste de avidez mede a maturação do IgG e, portanto, não pode ser interpretado quando o IgG está negativo. Quando IgG e IgM são positivos no início da gestação, avidez alta nas primeiras 16 semanas favorece infecção anterior à concepção; avidez baixa não data com precisão a infecção, pois pode permanecer baixa por meses.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Avidez não pode ser realizada de forma útil sem IgG detectável, e avidez alta sugere infecção antiga, não recente, quando colhida precocemente.
B) Incorreta. Embora baixa avidez possa apoiar infecção recente em contexto apropriado, o teste depende de IgG positivo e não é a conduta neste padrão sorológico.
C) Correta (gabarito). Inicia-se espiramicina e repete-se IgG e IgM em cerca de três semanas; soroconversão do IgG confirma infecção adquirida recentemente.
D) Incorreta. Aguardar seis a oito semanas sem tratamento expõe o feto a risco evitável e atrasa a confirmação.