Um adolescente não identificado, encontrado desacordado numa festa Rave, é atendido pelo SAMU. Há relatos de que consumiu drogas de abuso e álcool minutos antes de ser encontrado. À avaliação está sem respiração e sem pulso, segundo relatos há pelo menos 10 minutos. Dois socorristas iniciam a realização das compressões e das ventilações. São colocados eletrodos no paciente, identificando-se atividade elétrica sem pulso (AESP). A partir desse diagnóstico, é realizado acesso venoso de urgência.
AESP tem eletricidade, mas não tem pulso e não leva choque.
RCP de qualidade e adrenalina precoce vêm antes de procedimentos demorados.
Sempre procure Hs e Ts, especialmente toxinas neste contexto.
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Contexto
Questão anulada. Atividade elétrica sem pulso é um ritmo não chocável: há atividade organizada no monitor, mas nenhum pulso central e nenhuma perfusão efetiva. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida da American Heart Association de 2025 determina manutenção de ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade, adrenalina o mais precocemente possível e busca simultânea das causas reversíveis.
A adrenalina é administrada por via intravenosa ou intraóssea na dose de 1 mg, repetida a cada três a cinco minutos. A via aérea avançada pode ser obtida quando houver profissional habilitado, mas sem interromper compressões. Após sua instalação, realizam-se compressões contínuas e uma ventilação a cada seis segundos, com capnografia quando disponível.
Como o adolescente foi encontrado após uso de substâncias, intoxicação, hipóxia, distúrbio eletrolítico e acidose devem ser considerados. Nenhuma alternativa descreve o conjunto completo sem sugerir prioridade inadequada, o que justifica a anulação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não se deve pausar compressões para obter via aérea. Toda interrupção reduz a pressão de perfusão coronariana.
B) Incorreta. Adrenalina e via aérea podem fazer parte do atendimento, mas a redação não preserva explicitamente a prioridade das compressões contínuas e omite a busca das causas reversíveis.
C) Incorreta. Manter compressões e ventilações é necessário, mas a alternativa fica incompleta após o acesso venoso, pois não inclui adrenalina nem investigação dos Hs e Ts.
D) Incorreta. AESP não responde à desfibrilação. Choque é indicado para fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso.