Uma mulher com 25 anos, primigesta, na 39a semana de gestação, encontra-se na segunda fase do trabalho de parto (colo totalmente dilatado, cabeça fletida, encaixada no plano +2 de De Lee, posição occipto-púbica, proporção cefalopélvica adequada), em bloco obstétrico de uma maternidade do Sistema Único de Saúde, atendida por equipe experiente. A gestante, segundo relatou, havia planejado parto normal em seu pré-natal, mas após uma hora de trabalho de parto, entra em exaustão, e as contrações uterinas vão diminuindo em frequência, mesmo depois de medidas encorajadoras de esforço. Realiza-se anestesia neuroaxial, é administrada ocitocina, sendo realizada amniotomia, que revelou líquido meconial. A cardiotocografia apresenta resultado normal, razão pela qual a equipe médica decide aguardar a progressão do parto, porém, com 2 horas e meia de trabalho de parto, nova cardiotocografia aponta bradicardia, e as contrações não se revelam eficientes para a conclusão do período expulsivo.
Feto baixo, posição conhecida e sofrimento agudo favorecem fórceps de alívio.
Colo completo, bolsa rota, cabeça insinuada e pelve adequada são pré-requisitos.
Bradicardia fetal muda a decisão: não se espera completar um limite de horas.
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Contexto
O parto vaginal operatório é indicado quando há necessidade de abreviar o período expulsivo por alteração fetal, exaustão materna ou parada de progressão, desde que as condições de segurança estejam preenchidas. Neste caso, o colo está totalmente dilatado, as membranas estão rotas, a cabeça está fletida e em posição occipitoanterior, a estação é +2 e não há desproporção cefalopélvica.
A bradicardia fetal exige nascimento rápido. Com a cabeça baixa e posição conhecida, o fórceps de Simpson permite extração mais rápida que uma cesariana de segundo período, que pode ser tecnicamente difícil e atrasar o nascimento. A Diretriz ACOG de 2024 recomenda considerar parto vaginal operatório antes da cesariana quando há profissional habilitado e elevada probabilidade de sucesso.
Antes da aplicação, devem ser confirmados esvaziamento vesical, analgesia adequada, consentimento, estimativa fetal, ausência de contraindicação, disponibilidade de equipe neonatal e possibilidade imediata de cesariana se a tentativa falhar. O procedimento não deve ser tentado por profissional sem treinamento.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Cesariana é alternativa se o parto operatório estiver contraindicado ou falhar, mas o feto está em +2, occipitoanterior e com condições favoráveis para fórceps.
B) Correta (gabarito). Fórceps de Simpson é apropriado para abreviar o expulsivo com cabeça baixa, moldada e em posição conhecida diante de bradicardia fetal.
C) Incorreta. Aguardar resposta a nova ocitocina prolonga exposição à bradicardia e não resolve rapidamente a necessidade de nascimento.
D) Incorreta. Os limites de duração do segundo período não devem ser usados para postergar o parto quando surge comprometimento fetal.