Um homem com 32 anos dá entrada na unidade de pronto-socorro, vitima de queimadura por fogo. A esposa refere que o acidente aconteceu quando ele tentou acender a churrasqueira com álcool, momento em que o fogo atingiu as mãos e os braços. Ao exame físico, o paciente apresenta queimaduras de segundo grau em cerca de 25% da superfície corporal, incluindo as mãos e os membros superiores. A caderneta vacinal registra a aplicação de 3 doses da vacina antitetânica, com intervalos mensais, realizada há 3 anos.
Ferida de risco usa corte de 5 anos para reforço em quem já completou três doses.
Imunoglobulina é para esquema desconhecido ou incompleto, não para todo grande queimado.
Limpeza e desbridamento continuam essenciais mesmo quando não há vacina indicada.
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Contexto
Queimadura extensa é ferimento de maior risco para tétano por conter tecido desvitalizado. A decisão sobre vacina e imunoglobulina depende do número de doses prévias e do tempo desde a última dose, não apenas da gravidade da lesão.
O paciente completou três doses e recebeu a última há apenas três anos. A orientação de manejo de feridas do CDC de 2025 mantém que nenhuma vacina adicional é necessária quando a série está completa e a última dose ocorreu há menos de cinco anos. A imunoglobulina é reservada a vacinação desconhecida ou incompleta, imunodeficiência grave em ferida de risco ou situações específicas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O reforço em ferida de risco é indicado quando passaram cinco anos ou mais desde a última dose, não aos três anos.
B) Incorreta. Esquema completo e recente dispensa tanto reforço quanto soro ou imunoglobulina.
C) Incorreta. A ausência de indicação de reforço está correta, mas imunoglobulina não é necessária em pessoa adequadamente vacinada.
D) Correta (gabarito). Três doses documentadas e última aplicação há menos de cinco anos dispensam as duas medidas.