Um menino com 6 anos é levado à unidade básica de saúde devido a um quadro de diarreia intensa. Sabe-se que ele mora em uma casa sem esgotamento sanitário, e que teve contato com um tio que chegou de Moçambique há 15 dias. A criança apresenta um quadro de náuseas, diarreia líquida, leve e aquosa, sem febre. Ao exame, apresenta-se ativa, eutrófica, levemente desidratada, com temperatura de 36,5 °C.
Na cólera, o tratamento que salva é reidratação rápida e adequada.
Suspeita epidemiológica deve ser notificada antes da confirmação.
Não faça quimioprofilaxia em massa nem use antidiarreico em criança.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Diarreia aquosa sem febre, saneamento precário e contato recente com pessoa procedente de região com transmissão levantam suspeita epidemiológica de cólera, embora outras causas de diarreia aguda permaneçam possíveis. A prioridade clínica é avaliar desidratação, porque a mortalidade decorre da perda rápida de água e eletrólitos.
A criança está ativa e apenas levemente desidratada, portanto deve receber solução de reidratação oral, manutenção do aleitamento e da alimentação habitual e reavaliação. Antibiótico é reservado principalmente a casos moderados ou graves e deve seguir orientação da vigilância e o perfil de sensibilidade. Medicamentos que reduzem o trânsito intestinal não são recomendados em crianças.
A suspeita deve ser comunicada imediatamente à vigilância, sem aguardar confirmação ou internação do contato. A resposta inclui coleta oportuna de amostra, investigação de comunicantes, fonte de água, alimentos, esgotamento sanitário e medidas de higiene. Quimioprofilaxia coletiva e cordão sanitário ao redor da residência não são indicados.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Desidratação leve é tratada por via oral, e a notificação não depende de comprovar que o tio foi internado.
B) Incorreta. Não se faz quimioprofilaxia indiscriminada dos contatos nem isolamento territorial da família. Encaminhamento hospitalar depende de gravidade.
C) Correta (gabarito). Reidratação oral, dieta mantida, acompanhamento e acionamento integrado das vigilâncias correspondem ao manejo clínico e sanitário adequado.
D) Incorreta. Antibiótico não substitui hidratação, antiperistálticos podem causar complicações e a notificação não deve ser condicionada à ausência de melhora.