Tumores de testículo e de pênis

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 42
INEP · 2024

Um paciente com 63 anos, trabalhador rural, tabagista há 43 anos-maço, apresenta lesão peniana há 3 meses. Refere presença crônica de secreção esbranquiçada no sulco balanoprepucial, e ter notado, há 3 meses, aparecimento de "ferida" que não cicatrizou, apesar do uso de pomada de neomicina. Ao exame físico, verificam-se: secreção esbranquiçada de odor fétido no sulco balanoprepucial, em pequena quantidade; lesão ulcerada de 0,8 cm de diâmetro, na glande, de bordos regulares e levemente elevados com fundo esbranquiçado.

Nesse caso, diante da hipótese diagnóstica mais provável, qual é a conduta adequada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Úlcera na glande persistente por 3 meses, sem cicatrização com tratamento tópico, em homem idoso e tabagista, deve ser considerada carcinoma espinocelular de pênis até prova em contrário. Secreção fétida e esmegma sugerem inflamação crônica e higiene local inadequada, fatores frequentemente associados, embora não sejam suficientes para explicar uma úlcera persistente.

O diagnóstico exige confirmação histológica antes de tratamento definitivo. A biópsia deve incluir área representativa da borda e profundidade suficiente para avaliar invasão. Em lesões pequenas e superficiais, uma biópsia excisional pode ser escolhida por equipe especializada; em lesões infiltrativas, extensas ou quando a excisão inicial comprometeria o planejamento, utiliza-se biópsia incisional.

Após confirmação, a extensão local, o grau histológico e os linfonodos inguinais orientam cirurgia preservadora, glansectomia, penectomia parcial ou outras modalidades. Antibiótico ou higiene podem tratar balanopostite coexistente, mas nunca devem atrasar a histologia de uma ferida peniana crônica.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). A biópsia incisional confirma malignidade e profundidade de invasão antes do planejamento terapêutico. O ponto decisivo é obter tecido, não continuar tratamento empírico.

B) Incorreta. Ciprofloxacino não trata carcinoma e o esquema curto não corresponde ao tratamento de uma infecção específica que explique a úlcera crônica.

C) Incorreta. Higiene e banhos locais podem melhorar balanopostite, mas não esclarecem uma lesão ulcerada que persiste por meses.

D) Incorreta. Penicilina benzatina trata sífilis. O cancro duro costuma ser indolor, limpo e acompanhado de adenopatia típica, mas uma úlcera persistente em idoso com fatores de risco exige biópsia mesmo quando infecção sexualmente transmissível entra no diferencial.

Bizu MedBoard
  • Ferida peniana que não cicatriza deve ser biopsiada.

  • Antibiótico ou higiene não podem substituir histologia em lesão suspeita.

  • Tabagismo, fimose, HPV e inflamação crônica aumentam o risco de carcinoma peniano.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Tumores de testículo e de pênis” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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