Uma mulher de 50 anos vai a uma consulta na unidade básica de saúde referindo sangramento vaginal contínuo de baixo volume há 2 meses, exacerbado há 20 dias. Em menopausa há 4 anos, sem uso de terapia de reposição hormonal, é hipertensa compensada, sem outras comorbidades. Ao exame físico, eutrófica, sem alterações.
A regra de prova é sangramento pós-menopausa exige excluir câncer de endométrio.
Ultrassom transvaginal mede o endométrio; acima de 4 mm costuma indicar amostragem.
Sangramento persistente merece avaliação histológica mesmo com endométrio fino.
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Contexto
Qualquer sangramento após 12 meses de amenorreia deve ser investigado para excluir câncer e hiperplasia endometrial, embora atrofia vaginal ou endometrial seja causa mais frequente. O exame inicial mais útil para avaliar uma causa estrutural é a ultrassonografia transvaginal, que analisa espessura e regularidade endometrial, pólipos, miomas e massas anexiais.
Em um primeiro episódio, endométrio com espessura de 4 mm ou menos apresenta baixo risco de câncer. Espessura maior que 4 mm, imagem irregular, impossibilidade de medir ou sangramento persistente e recorrente indicam amostragem endometrial e, conforme o caso, histeroscopia. Como esta paciente sangra há dois meses, resultado ultrassonográfico fino não encerra automaticamente a investigação se o sangramento continuar.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Provas de coagulação investigam causa sistêmica não estrutural e não são o exame inicial para sangramento pós-menopausa sem história hemorrágica.
B) Incorreta. Prolactina é útil em amenorreia e galactorreia durante a vida reprodutiva, não na avaliação estrutural da pós-menopausa.
C) Correta (gabarito). Ultrassonografia pélvica, preferencialmente transvaginal, é o exame inicial para avaliar endométrio e outras causas anatômicas.
D) Incorreta. Disfunção tireoidiana pode alterar o ciclo menstrual antes da menopausa, mas não deve ser a principal investigação de sangramento pós-menopausa persistente.