Uma mulher com 35 anos, nuligesta, em uso de anticoncepcional oral há 10 anos, queixa se de mastalgia há 10 dias. Relata que a última menstruação foi há 25 dias. Na história familiar, refere uma tia com 65 anos que está tratando de câncer de mama há 3 anos. O índice de massa corporal (IMC) dessa paciente é de 32 kg/m2 e o exame físico das mamas não apresenta anormalidades.
Atualização do SUS em 2025: mamografia bienal dos 50 aos 74 anos.
Tia com câncer após os 60 anos não define alto risco hereditário isoladamente.
Mastalgia cíclica com exame normal não é indicação automática de imagem.
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Contexto
A paciente tem mastalgia de curta duração próxima à menstruação, exame mamário normal e apenas uma tia idosa com câncer de mama. Parente de segundo grau diagnosticada aos 62 anos não caracteriza, isoladamente, alto risco hereditário. Sem massa, descarga papilar sanguinolenta ou alteração cutânea, a dor provavelmente é cíclica e não exige ressonância ou ultrassonografia de rastreamento.
O gabarito foi construído com a recomendação anterior do Ministério da Saúde, que indicava mamografia bienal entre 50 e 69 anos. Houve atualização em setembro de 2025: o Ministério da Saúde e o INCA passaram a recomendar mamografia de rastreamento a cada dois anos entre 50 e 74 anos para mulheres de risco habitual.
A alternativa D continua sendo a melhor entre as opções por iniciar a mamografia aos 50 anos e usar periodicidade bienal. A menção a exame clínico anual reflete orientação histórica; atualmente, o exame clínico não substitui a mamografia nem é recomendado como método populacional isolado, embora avaliação clínica seja necessária sempre que houver sintomas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ressonância anual é reservada a mulheres com risco elevado, geralmente em combinação com mamografia, e não é indicada por mastalgia cíclica ou tia com diagnóstico tardio.
B) Incorreta. Ultrassonografia não é método de rastreamento populacional e não substitui mamografia.
C) Incorreta. Mamografia anual para toda mulher de risco habitual não corresponde à política do Ministério da Saúde.
D) Correta (gabarito). Expressa a estratégia de risco habitual com mamografia bienal a partir dos 50 anos. Pela atualização de 2025, a faixa atual é de 50 a 74 anos.